(imagens reprodução)
A família Bolsonaro não construiu sua história somente rodeada de pessoas violentas e matadores comuns. Os feminicidas também são parte da vida dos Bolsonaro. No caminho da família Bolsonaro e de seus negócios, sempre aparece um feminicida.
Todos sabem que Adriano da Nóbrega, o miliciano chefe do escritório do crime que foi homenageado por Flávio Bolsonaro (PL), foi morto pela polícia na Bahia. Em 2003, Flávio Bolsonaro concedeu uma moção de louvor a Adriano quando este ainda atuava como oficial do BOPE. Em 2004, Flávio visitou Adriano na cadeia enquanto o ex-capitão aguardava julgamento por uma acusação de homicídio. No ano seguinte, 2005, Flávio propôs e entregou a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ao assassino Adriano, que ainda se encontrava preso preventivamente.
Recentemente, Flávio Bolsonaro apareceu em foto com o Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. No esquema criminoso associado ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”(matador), atuava como o líder do braço operacional e de inteligência clandestina. Não há informação oficial de mortes por Luiz Phillipi, mas tinha o apelido por ações violentas e infiltração na polícia.
Mas os matadores de mulheres também estão sempre presente no entorno da família Bolsonaro.
O amigo de Eduardo Bolsonaro e marqueteiro político argentino Fernando Cerimedo foi preso em 18 de agosto de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, sob a acusação de ser o mandante de um atentado a tiros contra sua ex-companheira, a advogada Nadia Beller.
Cerimedo, preso por tentativa de feminicídio, é amplamente conhecido no Brasil por sua proximidade com a família Bolsonaro e por ter divulgado vídeos com desinformação sobre as urnas eletrônicas após as eleições de 2022. Ele chegou a ser indiciado pela Polícia Federal brasileira no inquérito que investigou a tentativa de golpe de Estado, embora não tenha sido denunciado formalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na ocasião. Na América Latina, Cerimedo fazia parte do plano dos EUA e Israel de tomar politicamente a região aliados a representantes brasileiros na família Bolsonaro.
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adoção urgente de medidas de cooperação jurídica com a Bolívia para obter e preservar provas relacionadas a uma suposta “fazenda de bots” encontrada em endereços ligados ao argentino Fernando Cerimedo. Preso preventivamente no país vizinho, ele é um conhecido operador digital da extrema direita latino-americana e mantém vínculos antigos com a família Bolsonaro.
A ideia é saber se a estrutura de automação digital foi usada ou estava sendo preparada para interferir nas eleições brasileiras de 2026.
Outro nome ligado à família Bolsonaro é Alex Leandro Bispo dos Santos, empresário acusado de feminicídio e apontado como membro de facção criminosa cujo nome apareceu em investigações sobre o uso de verbas públicas para o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alex é réu pela morte de sua esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, que caiu do 10º andar de um prédio em São Paulo no final de 2025.
Alex era dono da Favela Conectada, uma empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O ICB tem ligações com a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, que aborda a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
A Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Federal investigam se verbas desse contrato de Wi-Fi com a Prefeitura de São Paulo foram ilegalmente desviadas para financiar a produção do filme da Go Up Entertainment.
O caso mais conhecido de matadores de mulher foi o crime político que resultou na morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), em 2014. A família Bolsonaro tinha ligações diretas com os criminosos, tanto os mandantes condenados, os irmãos Brazão, quanto com os executores, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.
Élcio Queiroz (ex-policial militar confesso pelo assassinato da vereadora Marielle Franco) e Jair Bolsonaro eram vizinhos e já tiraram fotos juntos e investigações sobre citação de endereços em condomínio. No dia do assassinato de Marielle (14 de março de 2018), horas antes, Élcio entrou no Condomínio Vivendas da Barra (onde Bolsonaro e o corréu Ronnie Lessa tinham casas) afirmando ao porteiro que iria à casa de Jair Bolsonaro. E segundo o porteiro, no primeiro depoimento à polícia, ele foi liberado para entrar pelo “Seu Jair”.
Élcio e Ronnie Lessa tinham casas no mesmo condomínio e integravam círculos policiais no Rio de Janeiro, gerando intensa repercussão política devido à vizinhança com a família Bolsonaro. Apesar de toda a relação, a investigação policial conseguiu a proeza de isentar a família Bolsonaro no crime.
É impressionante como parte da população brasileira ainda não consegue entender a gravidade das atuações políticas e a proximidade criminal em relação às mulheres no círculo da família Bolsonaro.
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