Categories: Economia Política

Os negócios suspeitos do ministro terrivelmente evangélico André Mendonça

(imagem reprodução)

O jornalista Luís Nassif, em vídeo, tece duras críticas à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, à imprensa e à condução de investigações baseadas em vazamentos de informações. Para Nassif, a mídia corporativa brasileira está empenhada em eleger Flávio Bolsonaro (PL) e reimplantar uma crise democrática.

Os principais pontos levantados por Nassif:

Crítica à Imprensa e ao “Lobby” Inócuo: Nassif analisa uma reportagem sobre supostos negócios de corrupção envolvendo “Lulinha” e a lobista Roberta Luchsinger. Ele argumenta que a matéria não traz informações relevantes e que o lobby de Roberta era amador e inócuo, diferentemente do verdadeiro lobby profissional — que exige profundo conhecimento técnico e jurídico, como o que foi feito no setor elétrico e no BNDES no passado.

Os Negócios do ITEP (Instituto de André Mendonça): Nassif denuncia que, logo após assumir o STF, André Mendonça fundou o ITEP (um instituto de cursos), obtendo autorização recorde do Ministério da Educação para pós-graduações. O instituto acumulou 61 contratos com entes públicos. Nassif destaca três casos suspeitos:

Cláudio de Castro (Governador do RJ): Assinou um contrato com o ITEP e o segurou por 11 meses. O contrato foi liberado apenas 17 dias após André Mendonça e Cássio Nunes votarem a favor de Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conselho Federal de Contabilidade: Contratou o ITEP para um curso de oratória. Nassif aponta a contradição, dado o envolvimento de grandes empresas de contabilidade no escândalo de desvio de fundos de previdência (caso Master).

Consórcio Seoste (Grande São Paulo): Presidido pelo prefeito de uma cidade que realizou um dos maiores aportes de fundos de previdência no caso Master, o consórcio contratou o ITEP para um curso de 12 meses. Três dos cinco maiores contratos do ITEP envolvem partes com interesses diretos no caso Master.

Promessas de Doação: O ministro afirma publicamente que doa 10% de seus ganhos para sua igreja e 90% para obras sociais e de educação. Nassif ironiza a declaração, comparando-a às promessas não registradas em cartório de Deltan Dallagnol.

Vazamentos de Informação: Nassif aponta que um delegado lotado no gabinete de Mendonça — que na época em que o ministro chefiava o Ministério da Justiça usava ferramentas israelenses para monitorar servidores críticos ao governo — é o principal suspeito de vazar conversas fora de contexto para a imprensa, que as publica de forma acrítica. (Do GGN)

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Carta Campinas

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