Monólogo ‘Quando os Olhos Não Veem’ volta ao palco em sessões gratuitas

(foto thiago pires – divulgação)

O que realmente importa diante do fim? Essa é a questão que guia o monólogo dramático “Quando os Olhos Não Veem”, estrelado e dirigido por Marcos De Vuono e que retorna ao Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas nesta sexta-feira e sábado, 17 e 18 de julho, em sessões gratuitas.

A peça conduz o espectador por uma reflexão sobre a vida e a finitude. Ambientada em um quarto de hospital, a trama mergulha nas memórias, delírios e silêncios de um homem que revisita suas escolhas, amores e viagens.

Produzida pelo Grupo Cão Sem Dono, a montagem mistura teatro, dança e elementos da palhaçaria para contar a história de forma leve e emocionante. O texto é de Marcos Vigani e a trilha sonora original foi criada por Aurélio Artioli, com operação de som e luz por Karol Parron.

Aqui e agora

Segundo Marcos De Vuono, a motivação para criar a obra surgiu de reflexões pessoais sobre a fragilidade da existência. “Eu estava numa época em que refletia muito sobre vida e morte, sobre finitude e o quão frágil a nossa vida pode ser. Acabei escrevendo esse texto para trazer essas questões para a cena”, explica.

Para o artista, o espetáculo convida o público a olhar para a própria trajetória e para as relações humanas. “O que eu quero que o público reflita é que a nossa vida está acontecendo aqui e agora. Não adianta viver sempre preocupado com o depois e deixar o presente para depois. Com a correria da vida e das redes sociais, muitas vezes as pessoas olham, mas não enxergam quem está ao lado delas”, afirma.

Linguagens

Em cena, Marcos De Vuono conduz sozinho a narrativa, explorando as diferentes linguagens cênicas para dar forma às lembranças e questionamentos do personagem. A combinação entre dança-teatro e palhaçaria contribui para criar momentos de leveza e emoção em meio aos temas abordados pela obra.

“A palhaçaria surge por causa de uma memória afetiva que o personagem tem com o circo. Eu trouxe esse elemento para ajudar a colorir a história. Acho importante não apenas contar, mas também mostrar”, conta.

Já a dança-teatro, segundo ele, ajuda a expressar sentimentos e situações que nem sempre precisam ser verbalizados. “Ela é um recurso para mostrar o que está acontecendo com o personagem sem precisar explicar tudo por palavras.” (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 17 e 18 de julho de 2026 (sexta-feira e sábado)
Horário: 20h
Local: MIS Campinas
Endereço: Rua Regente Feijó, 859, Centro, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita


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