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O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do Governo na Câmara, apresentou hoje (1º) notícia de fato à Polícia Federal em que solicita a investigação de indícios de que o entorno político do senador de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ter sido utilizado como canal de acesso, influência e proteção institucional para interesses do Comando Vermelho no Estado do Rio de Janeiro.
A peça pede que a PF apure se a rede de aliados, indicados políticos e operadores próximos ao senador serviu para abrir portas em órgãos públicos, viabilizar nomeações, intermediar demandas e conferir cobertura política a pessoas vinculadas à facção criminosa.
A representação cita Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado como liderança do Comando Vermelho; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, ex-assessor de TH Joias; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e ex-subsecretário de Defesa do Consumidor; e Gutemberg Fonseca, ex-secretário estadual de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, apontado como aliado próximo de Flávio Bolsonaro.
O nexo investigativo, segundo a petição, se funda em indícios de uma possível cadeia de influência político-administrativa, composta por liderança de facção, ex-assessor parlamentar, ex-deputado, ex-secretários, órgãos públicos e operadores com trânsito em estruturas estatais. “Essa cadeia exige resposta investigativa proporcional à gravidade dos fatos”, afirma o parlamentar.
Segundo a representação de Alencar Santana, mensagens reveladas por investigações da própria Polícia Federal mencionam reuniões, pedidos, favores, acesso a agentes públicos e possível tentativa de nomeação em estrutura estatal, elementos que reforçam a necessidade de esclarecer se a influência política associada ao senador foi real, simulada ou instrumentalizada por terceiros.
Para Alencar Santana, a gravidade do caso está na possibilidade de uma facção criminosa ter buscado entrada no aparelho estatal por meio de personagens ligados ao campo político de Flávio Bolsonaro.
A notícia de fato pede rastreamento financeiro, preservação de mensagens, análise de agendas, registros de entrada, câmeras, nomeações, contratos e vínculos políticos, além de remessa às autoridades competentes caso surjam elementos envolvendo parlamentar com foro. A PF precisa investigar se o entorno de Flávio Bolsonaro funcionou como ponte entre o Estado do Rio de Janeiro e o Comando Vermelho, seguindo o caminho da influência, das nomeações e do dinheiro.
As duas ações da Polícia Federal (PF) contra Cláudio Castro (PL-RJ) em 11 dias, ligando o ex-governador ao caso Refit e ao escândalo do Banco Master, se aproximou de Flávio Bolsonaro (PL), que vê as investigações avançarem sobre o elo dele próprio e de seu grupo político com lideranças do Comando Vermelho (CV), especialmente no fornecimento de fuzis, vindos dos EUA, para a facção criminosa. (Com informações do pt na Câmara e revista fórum)
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