Flávio Bolsonaro teve encontro secreto com Vorcaro após prisão do banqueiro

(fotos agência brasil e divulgação)

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta terça-feira (19) que teve um encontro não divulgado com o banqueiro Daniel Vorcaro após a primeira prisão do dono do Banco Master, no fim de 2025. O senador disse que não tinha qualquer relação com Vorcaro, depois admitiu que cobrou parcela de R$ 134 milhões e agora admite que teve um encontro que foi mantido como secreto.

A informação havia sido publicada pelo portal Metrópoles e foi confirmada pelo próprio senador após reunião com parlamentares do PL, em Brasília (DF). Segundo Flávio, o encontro ocorreu quando Vorcaro já usava tornozeleira eletrônica.

“Final de 2025 foi aquele áudio que vocês ouviram. No dia seguinte, ele foi preso. Neste momento, foi a virada de chave, entendemos que a situação era mais grave. Estive com ele mais uma vez, quando ele usava monitoramento eletrônico”, declarou.

Segundo o senador, a reunião teve como objetivo encerrar a negociação para que Vorcaro financiasse “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O encontro ocorre em meio ao desgaste provocado pela divulgação de mensagens e áudios revelados pelo The Intercept Brasil que mostram Flávio cobrando repasses de Vorcaro para a produção do longa.

Entenda o caso
Na semana passada, o The Intercept Brasil revelou mensagens e documentos que apontam uma negociação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”, cinebiografia internacional de Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, o valor negociado era de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época. O site afirma que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025.

Após a publicação das reportagens, Flávio admitiu ter procurado Vorcaro para financiar o filme, mas afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um filme privado”.

A Polícia Federal (PF) também apura se parte do dinheiro atribuído ao financiamento do filme foi usada para custear a permanência do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025. (Com informaçoes do BdF)


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