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Ciclo de cinema e psicanálise exibe e analisa o filme mexicano O Eterno Feminino

(imagem divulgação)

O projeto “O Eu, o Isso e o Cinema” completa neste mês de maio um ano de criação e desenvolvimento. Para celebrar, realiza no dia 16/05/2026 (sábado) mais uma sessão gratuita no auditório da ADunicamp, com a exibição do filme mexicano “O eterno feminino”, aclamado pela crítica (com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes) e pelo público.

Esta obra cinematográfica é um drama baseado em uma das vozes literárias mais importantes do México no século XX, Rosario Castellanos. O filme aborda sua luta contra a opressão cultural e de gênero nos anos 1950. A diretora Natalia Beristain revela no longa-metragem a vida conjugal da escritora, a partir de cartas trocadas entre Rosario Castellanos e Ricardo Guerra.

O longa explora temas de feminismo, traição, amor e a luta constante entre a vida pessoal e profissional. Uma obra sensível que mostra as vulnerabilidades de alguém visto socialmente como forte e símbolo de luta, mas que lida com a opressão e silenciamento na vida pessoal, algo bem mais frequente do que se imagina. Assim, a trama toca a todos porque traz à tona um pouco de nossas próprias vulnerabilidades, já que somos escravos de nossas emoções e impulsos.

Cinema e psicanálise
Idealizado e coordenado pelos psicanalistas e docentes Sarah Arana (IB/Unicamp) e Alexandro Henrique Paixão (FE/Unicamp), com o apoio da ADunicamp, o projeto convida a comunidade universitária e o público de Campinas e região a pensar os atravessamentos entre inconsciente, política e cultura, a partir da experiência cinematográfica.

A iniciativa convida o público a mergulhar nos cruzamentos entre a linguagem cinematográfica e o olhar psicanalítico, capazes de tocar as camadas mais profundas da subjetividade, com a proposta de abrir um espaço de escuta coletiva para as emoções e reflexões evocadas pela obra em questão.

Organizadores e mediadores
Alexandro Henrique Paixão é professor Livre Docente do Departamento de Ciências Sociais na Educação da Faculdade de Educação (FE/Unicamp), Bolsista Produtividade do CNPq (PQ 2), Membro Associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e Membro Associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Campinas.

Sarah Arana é psicanalista, formada pelo Centro de Formação e Assistência à Saúde (CEFAS), pesquisadora na área de Patologia Experimental e Comparada em projeto temático FAPESP junto à UNIFESP como pesquisadora colaboradora e docente aposentada do Instituto de Biologia (IB/Unicamp). Atualmente dedica-se à clínica psicanalítica e a projetos culturais que dialoguem com a psicanálise.

Dialogadores convidados
Breno Carneiro de Menezes: psicólogo e psicanalista, Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), filiado ao Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana (IBPW). Atua em consultório e leciona psicanálise no CEFAS. Bacharel e licenciado em Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (FEBASP). Dedica-se à pesquisa nas intersecções entre artes, clínica, educação e cultura.

Karla Adriana Martins Bessa: pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (Unicamp). Professora nos Programas de Pós-Graduação em Multimeios (IA) e Ciências Sociais (IFCH). Vice-coordenadora do INCT Caleidoscópio (UNB/CNPq). Desenvolve pesquisas em estudos feministas, audiovisual, cultura e violências de gênero.

Serviço | Projeto “O Eu, o Isso e o Cinema” | Sessão de maio
Filme: “O eterno feminino” (direção Natalia Beristáin, México, Drama, 2017, 85 min, 12 anos)
Data: 16/05/2026 (sábado), das 16h às 19h30
Local: Auditório da ADunicamp (Av. Érico Veríssimo, 1479, Cidade Universitária, Campinas/SP)
Entrada gratuita

Sinopse
Rosario Castellanos (Karina Gidi) é uma universitária que parece não se encaixar à época em que nasceu. Por volta de 1950, a jovem luta para que sua voz seja ouvida em uma sociedade comandada por homens. Quando Rosario está prestes a se tornar um dos maiores nomes da literatura mexicana, seu relacionamento com Ricardo Guerra (Daniel Giménez Cacho) evidencia fragilidades e conflitos pessoais. No auge da carreira, ela levanta uma discussão que se torna central em sua vida.

Carta Campinas

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