
Em São Paulo – Em um tempo marcado pelo excesso de estímulos e pela aceleração constante, a exposição “Tudo Pertence: Diálogos Com A Natureza” surge como um manifesto que convida à pausa a partir de obras das artistas Claudia Oliva e Luciana Pinheiro em uma mostra que reúne pintura, fotografia, objetos e tecidos impressos. Com curadoria de Valéria Scornaienchi, a exposição ocupa a galeria Casa das Artes, de Ciça Camargo, a partir deste sábado, 23 de maio, com vernissage das 15h às 20h, seguido por uma programação de atividades abertas ao público até 30 de maio.
Mais do que representar a natureza, a mostra propõe senti-la, reconhecendo seus ciclos, ritmos e uma sabedoria muitas vezes invisível. O percurso expositivo se organiza como uma travessia simbólica: da escuridão à luz, do invisível ao revelado, do enraizamento à ascensão, da matéria à consciência, enfatizando a contemplação como prática de coexistência.
No cerne da exposição estão dois eixos fundamentais, horizontalidade e verticalidade, que estruturam o diálogo entre as artistas. Claudia Oliva conduz o olhar pela expansão das florestas tropicais, explorando camadas de vida em composições que combinam pintura e bordado, enquanto Luciana Pinheiro instaura um eixo de ascensão a partir do ciclo vida–morte–vida do lótus, usando pigmentos naturais provenientes de diferentes geografias.
Esse encontro entre vertical e horizontal cria um campo ampliado de percepção, onde micro e macro, visível e invisível coexistem. A exposição se constrói, assim, como uma ponte entre territórios e sensibilidades.
As obras instauram o que as artistas definem como “campos de manifestação”, ou seja, territórios nos quais o encantamento não é efeito, mas condição de presença. Nesse espaço, o espectador deixa de ser apenas observador para tornar-se testemunha.
A curadora Valéria Scornaienchi reforça essa dimensão da mostra: “Estamos todos compondo o planeta em dimensões aparentemente opostas, mas em profundidade falamos sobre a vida como possibilidade de habitar o mundo em harmonia, resiliência e afetos”. E conclui: “A contemplação afetiva e delicada proposta pelas artistas é um convite a adentrar a si mesmo e emergir das profundezas em estados de criação e silêncio interior”.
Para a exposição, a especialista em neurociência do olfato Estefânia Verreschi desenvolveu uma fragrância inédita inspirada no tema das artistas: um perfume de terra molhada, evocando a memória primordial da relação entre corpo, natureza e origem. Integrado à experiência contemplativa, o perfume amplia a vivência sensorial, oferecendo ao público uma imersão que se desdobra também por meio do olfato. (Com informações de divulgação)
Serviço
Data: abertura 23 de maio de 2026 (sábado)
Horário: das 15h às 20h
Visitação: até 30 de maio
Local: Casa das Artes
Endereço: Avenida Comendador Adibo Ares, 1.221, Morumbi, São Paulo-SP
Ingressos: entrada gratuita
Mais informações: pelo Instagram
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