(imagem reprodução)
O avião da Embraer, que Flávio Bolsonaro viajou de carona com a família, pode ser traduzido como o ponto central e de união dos dois maiores escândalos de corrupção criados no governo Bolsonaro e encerrados com a investigação da Polícia Federal do governo Lula.
O avião que beneficiou Flávio Bolsonaro é uma sociedade entre o escândalo do INSS e o do Banco Master. O avião pertencia não só a Daniel Vorcaro, amigo de toda vida de Flávio Bolsonaro, mas também ao advogado Willer Tomaz, amigão de Flávio Bolsonaro.
Segundo a Polícia Federal, o advogado Tomaz, amigão de Flávio, é investigado sob a acusação de atuar como operador financeiro e logístico em um esquema de fraudes contra o INSS e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal aponta que empresas ligadas a Willer Tomaz teriam sido usadas para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Investigadores o apontam como suposto “hub” financeiro e operador do senador Weverton Rocha (PDT-MA) em fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. Aliás, na foto do Safari, estão juntos Tomaz, Flávio Bolsonaro e Wewerton Rocha.
Há suspeitas de transações imobiliárias atípicas, como a aquisição por uma empresa do advogado de um imóvel residencial em Brasília utilizado peloFlávio Bolsonaro.
Reportagens da imprensa, incluindo a revista Veja e o jornal Estadão, apontaram que Flávio Bolsonaro utilizou um apartamento de alto padrão em São Paulo para reuniões e gravações de sua campanha presidencial. O imóvel pertencia à empresa WT Administração de Imóveis e Bens, controlada pelo advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador
A Operação Sem Desconto (2026), deflagrada em agosto de 2026, teve Willer Tomaz como alvo de mandados de busca e apreensão. A fase gerou debates jurídicos sobre sigilo profissional relatados pelo portal ConJur.
Os desdobramentos da apuração também foram detalhados pela revista Veja. Investigações anteriores (2017), o advogado já havia sido alvo de prisão temporária da Polícia Federal em 2017 em outra apuração conduzida pela polícia.
Em notas oficiais divulgadas por sua assessoria jurídica, Willer Tomaz nega qualquer envolvimento com fraudes no INSS ou desvios de recursos públicos. A defesa sustenta que suas empresas atuam de forma lícita no ramo imobiliário e comercial, repudiando as acusações da investigação.
Segundo reportagem do jornal O Globo de 18 de setembro, Flávio e seu amigão advogado fizeram cinco viagens internacionais juntos entre janeiro e maio de 2025, para destinos como Estados Unidos, África do Sul e Europa. Procurado, o senador não respondeu sobre quem custeou as viagens.
Já nesta quarta-feira (23/9), a revista Piauí revelou detalhes sobre uma dessas viagens. Segundo a publicação, o candidato do PL viajou com sua família da Flórida (EUA) a Brasília em janeiro do ano passado em um jatinho que pertencia a Willer Tomaz em sociedade com uma empresa de Daniel Vorcaro, banqueiro que está preso acusado de fraudes bilionárias no Banco Master. O advogado também estava no voo.
Segundo a revista Piauí, o apartamento também ligaria Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz e o Banco Master. Ou Seja, não apenas o avião.
De acordo com reportagem, o senador teria usado como base para sua campanha em São Paulo um imóvel emprestado pelo advogado. Esse apartamento, diz a revista, foi comprado por Willer Tomaz de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro que também está preso, acusado de ser operador financeiro das fraudes bancárias.
A reportagem diz que a transação ocorreu em 10 de fevereiro de 2026, quando o amigo de Flávio pagou R$ 3,5 milhões pelo imóvel, R$ 2 milhões a menos do que Zettel desembolsou ao comprar o apartamento em abril do ano anterior.
A revista diz que entrevistou moradores do edifício, que confirmaram a presença do senador e de sua equipe no local. Procurado pela revista, porém, Flávio disse que se hospedou em hotéis na região e não respondeu sobre que uso foi feito do imóvel.
Mas não é só o avião e o apartamento. Uma reportagem de Alice Maciel do ICL notícias revelou que uma empresa de Flávio Bolsonaro divide a mesma sala com empresa de Careca do INSS. A empresa de capacetes Bravo Grafeno, cujo dono é o candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), divide o mesmo endereço em Brasília com pelo menos 16 firmas de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que já participou da sociedade, é o garoto-propaganda da marca.
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