A artista paraguaia Sandra Dinnendahl López apresenta uma performance ao vivo da Série Sangue no próximo dia 29 no espaço independente AT|AL 609, em Campinas. A intervenção marca a abertura oficial da residência “A Gentil Ira da Paliçada”, projeto que investiga tensões geopolíticas entre Brasil e Paraguai a partir de disputas históricas, acordos bilaterais e relações de trabalho contemporâneas.
Na apresentação, Sandra extrai sangue do próprio corpo diante do público e o incorpora a ações performáticas, prática que já incluiu escrita, ingestão e interação com espectadores, pedindo que escrevessem com ele um “juramento” sobre uma tela. O projeto vem sendo desenvolvido desde 2013.
Na mesma noite, a artista apresenta uma instalação inédita composta por materiais como cera, tecido, arame e cimento, que tensiona a linguagem técnica e jurídica envolvida em acordos da usina de Itaipu e negociações trabalhistas recentes no Paraguai. A instalação pode ser vista até 10 de maio, com visitação gratuita mediante agendamento.
Antes, nesta sexta-feira, 24 de abril, Sandra fará a primeira atividade pública da residência “A Gentil Ira da Paliçada”, uma conversa aberta na Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho (BORA) da Unicamp. O encontro acontece das 9h às 12h em diálogo com o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, e apresenta ao público a pesquisa da artista sobre as relações de Brasil e Paraguai.
Paliçada
A residência começou em 11 de abril e vai até 10 de maio de 2026 no espaço de investigações artísticas AT|AL 609 e parte da imagem da “paliçada”, estrutura de defesa feita com estacas, para pensar fronteiras simbólicas e materiais entre países, corpos e discursos oficiais. O projeto tem como eixo dois casos centrais: o Anexo C do tratado de Itaipu, firmado durante as ditaduras de Brasil e Paraguai, e as relações de trabalho ligadas à futura fábrica de celulose Paracel S.A., que evidenciam assimetrias econômicas entre os países.
Desde 2022, Sandra desenvolve trabalhos voltados a temas como memória, guerra e geopolítica, em obras que combinam performance, instalação e pesquisa documental. A residência em Campinas dá continuidade a esse percurso, mobilizando perspectivas decoloniais, feministas e críticas para abordar processos históricos e contemporâneos que atravessam a América do Sul.
O projeto é resultado de uma parceria com a curadora Cecilia Stelini, responsável pela programação do AT|AL 609, e integra uma trajetória de colaborações voltadas à performance e à articulação de redes latino-americanas. As duas já haviam colaborado no 2º Corpos em Ação (2024) e no Continuo Latinoamericano da Performance 2020 / Brasil, projeto que reuniu artistas do Paraguai, Guatemala, Porto Rico, Peru, Venezuela, Brasil e da diáspora latino-americana na Europa. A realização é da AT|AL 609 e Red Gris, com apoio do Instituto de Artes (IA) da Unicamp. (Com informações de divulgação)
Serviço
Conversa aberta
Data: 24/4
Horário: 9h às 12h
Local: BORA/Unicamp
Endereço: Rua Sérgio Buarque de Holanda, 441, Cidade Universitária, Campinas–SP
Abertura + performance + exposição
Data: 29/4
Horário: 19h
Local: AT|AL 609
Endereço: Rua Antonio Lapa, 609, Cambuí, Campinas-SP
Visitação da instalação
Data: de 29/4 a 10/5
Agendamento: lugardeinvestigacoesartisticas@gmail.com
Ingressos: todas as atividades têm entrada gratuita
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