Categories: Economia Política

Nas eleições, brasileiro poderá votar por trabalhar 12h e pagar por praias privatizadas

(foto reprodução redes sociais)

Em 2026, o brasileiro terá uma ‘escolha difícil’ nas eleições presidenciais. Uma escolha muito difícil. O brasileiro poderá escolher por trabalhar 12 horas sem pagamento de hora extra e também pagar para poder ir à praia. Basta escolher o candidato certo para essas mudanças acontecerem.

No primeiro caso, essa é a reforma trabalhista feita pelo aliado da família Bolsonaro, Javier Milei, que passou no Senado da Argentina na noite desta quinta-feira, 12 de fevereiro. É dessa forma que pensa a extrema direita bolsonarista.

O projeto da Argentina reduz as indenizações por demissão, limita o direito de greve e permite pagamentos em espécie, além do fracionamento das férias, entre outras mudanças que a Confederação Geral do Trabalho (CGT) considera um grande retrocesso.

E se a onda virar por aqui, uma reforma neo-escravocrata como a da Argentina pode surgir no Brasil. O trabalhador pode ser pago por habitação e alimentos, como no período escravocrata. Só faltou estabelecer que tem que comprar na venda do Sinhôzinho.

O voto do brasileiro em uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro (do PL,o partido com mais casos de corrupção do Brasil) pode não afetar somente a jornada de trabalho. As férias nas praias, se tiver férias, terão um novo imposto. Vai se chamar Imposto Rachadinha da Praia.

Flávio Bolsonaro é defensor da PEC sobre a privatização das praias. A privatização das praias chegou a ser aprovado pelos deputados de direita na Câmara Federal ainda no governo Bolsonaro, em 2022. Quando chegou ao Senado para votar em 2024, com relatoria de Flávio Bolsonaro, houve uma grande reação na sociedade brasileira e a matéria ficou parada e espera um momento oportuno para seguir. Possivelmente com a eleição de um candidato da extrema direita ou mesmo da direita, a matéria será definitivamente aprovada.

Como sempre, no discurso Flávio Bolsonaro diz uma coisa e faz outra. Nega a privatização dizendo que afetaria pouco, mas o senador Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou que o texto piorado no Senado deixaria sob responsabilidade dos municípios quando da elaboração dos seus planos diretores, o acesso ou não à praia.

“O projeto condiciona ao plano diretor o que pode ser ou que não pode ser de livre acesso. Portanto, ele piora o projeto de lei dele. Segundo, os ricos, que mais têm terreno de Marinha, guardando e fazendo especulação imobiliária, ficam livres de pagar o laudêmio e ficam livres de indenizar a União. Porque aqueles que têm um imóvel, aqueles que moram em cidades costeiras e que têm o imóvel, nós somos favoráveis a que sejam isentos e que receba este imóvel. Agora o setor empresarial que têm milhares de metros quadrados à beira mar, sem contar o momento em que vivemos de crise climática, ampliando a possibilidade de ocupação das áreas costeiras sem nenhum tipo de estudo”, afirmou a Agência Senado.

De acordo com o Observatório do Clima, a PEC das Praias “é mais um projeto do Pacote da Destruição prestes a ser votado. Isso põe em risco todo o nosso litoral, a segurança nacional, a economia das comunidades costeiras e nossa adaptação às mudanças climáticas”.

Para o grupo que reúne diversas entidades de defesa do clima e do meio ambiente, os terrenos de marinha são guardiões naturais contra enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos.

Caso não queira trabalhar 12h e nem pagar para acessar uma praia, basta votar na outra alternativa que defende o fim da escala de trabalho 6×1 com folgas integrais no sábado e domingo. Dá até para pegar mais praias e de graça.

Brinde:

Glauco Cortez

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