Arthur Lira e Hugo Motta chantagearam ministro do TCU no caso Master, diz senador

(foto pedro frança – ag senado)

O Senador Renan Calheiros (MDB), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), afirmou que o presidente e o ex-presidente da Câmara Federal, respectivamente, Hugo Motta (Republicanos) e Arthur Lira (PP) estão chantageando o ministro do TCU.

“Um ministro do TCU tenta esconder com sigilos as chantagens que recebeu de Motta e Lira para liquidar a liquidação do Master. O clima entre ele e os pares no TCU é constrangedor. Tratamos disso em visita ao STF e à PF. A fraude do Master é impossível sem cobertura política”, publicou nas redes sociais.

Em vídeo, Renan diz que o Centrão chantageou o ministro Jonathan de Jesus para que ele acabasse com a liquidação do Banco Master feita pelo Banco Central. (Veja vídeo)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado defendeu nesta quarta-feira (11) o acesso dos parlamentares à investigação sobre as fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e outros parlamentares do colegiado se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e reforçaram que a CAE tem competência legal para fiscalizar o sistema financeiro e deve ajudar na responsabilização dos envolvidos.

Em entrevista após a reunião, o senador defendeu a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono Master, para prestar depoimento na comissão.

“Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, eu acho que a gente deveria começar a fase de depoimento ouvindo Vorcaro”, afirmou.

Calheiros também disse que deve conversar com outros ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para defender o acesso à investigação.

No Supremo, o inquérito que investiga as fraudes no Banco Master é relatado pelo ministro Dias Toffoli.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. (Com informações da Agência Brasil)


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