Para reforçar a importância do diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama, o Anelo, instituto que oferece aulas gratuitas de música na periferia de Campinas, lançou em todas as suas plataformas digitais no sábado, 18 de outubro, a música inédita “Bonita Mulher”. E a partir desta terça-feira, 21 de outubro, o público poderá conferir também o videoclipe da canção.
A produção conta com a participação de quatro mulheres inspiradoras e que têm ligação com o Anelo: duas superaram o câncer de mama e outras duas ainda estão em tratamento. A ideia é mostrar que existe vida em meio ao tratamento.
Composta pelo músico Luccas Soares, fundador do Anelo, e interpretada por sete cantoras do instituto, “Bonita Mulher” exalta a força e beleza de todas as mulheres, em especial, as que passaram ou estão passando por este momento tão desafiador, que é o câncer de mama, o tipo mais frequente de tumor em mulheres depois do câncer de pele não melanoma.
“O resultado ficou lindo, muito acima das nossas expectativas. Fizemos tudo com a cara e a coragem, já que, infelizmente, não conseguimos patrocínio para este projeto, mas seguimos firmes, porque acreditamos nele”, afirma Elaine Oliveira, produtora da música e coordenadora no Anelo.
“A canção nasceu de forma intuitiva, orgânica, e logo me lembrei dessas mulheres inspiradoras”, conta Luccas, referindo-se às quatro protagonistas do clipe: a pedagoga Flávia Cristina dos Santos Pinheiro, de 47 anos; a futura assistente social Rosângela Aparecida dos Reis Lima, de 53 anos; a aposentada Kathy Ferrari Silveira Camargo, de 67 anos, e a professora universitária Keyla Ferrari Lopes, de 50 anos.
A cada dia, uma vitória
A pedagoga Flávia Cristina dos Santos Pinheiro, auxiliar de coordenação do curso de Direito na Universidade Paulista (Unip), moradora do Jardim Florence, viu a semente do Anelo nascer na década de 1990. Em plena pandemia de Covid-19, no final de 2020, Flávia descobriu, após um autoexame da mama, que estava com câncer. O tratamento durou até outubro de 2021.
“Todo o apoio que recebi veio da minha família, amigos e da avalanche de afeto, carinho e amor que recebi depois que tornei público a doença para minha rede social. A ideia de compartilhar foi para que mais pessoas entendam o valor do autoexame e dos exames preventivos”, diz.
Também foi pelo autoexame que Rosângela Aparecida dos Reis Lima, mãe de um aluno do Anelo, descobriu o câncer. “Estou feliz em poder contribuir em algo que impacta positivamente na vida de tantas mulheres”, fala Rosângela. “Eu sei que o tratamento do câncer de mama pode ser desafiador, mas também sei que dentro de cada mulher com esse diagnóstico existe uma força imensa capaz de superar cada etapa. Cada dia é uma vitória.”
A aposentada do Tribunal de Justiça de Salto (SP) Kathy Ferrari Silveira Camargo conheceu o Anelo através do trabalho da irmã, a bailarina e intérprete de Libras Keyla Ferrari Lopes. As duas fazem tratamento de câncer. Perderam a mãe e uma das irmãs para a doença. Kathy, a mais velha, foi diagnosticada com câncer de mama ocluso em 2010. Sem uma das mamas, Kathy diz que o importa é estar viva. “Nós mulheres somos lindas, com um peito, dois peitos, sem peito nenhum”, ressalta.
A irmã Keyla, professora universitária, faz tratamento paliativo para o controle da doença. Essa é a sua segunda participação em um clipe da Anelo. Há um ano, interpretou em Libras e dançou no vídeo de “Quando Puder Falar”. “Sou encantada pelo trabalho do instituto e é uma honra participar desse segundo clipe, principalmente porque ele está dando voz a nós mulheres que temos e que convivemos com a doença”, diz Keyla, que fará a interpretação da canção em Libras.
No início deste mês, foi lançado um documentário que conta sua trajetória de tratamento oncológico e que está disponível no canal do diretor do filme, Carlos Lopes, no YouTube. “Gostaria que a sociedade fosse mais sensível às mulheres que estão em tratamento paliativo e que nunca vão poder tocar o sino da vitória”, fala Keyla. “Eu gostaria que houvesse mais políticas públicas, para que a gente não fique tão vulnerável.”
Prevenção
Segundo o oncologista Maurício Zuccolotto Baptista, quando o câncer de mama é identificado precocemente, as chances de cura podem chegar a aproximadamente 90% entre as mulheres que realizam mamografia regularmente. “Além disso, a realização anual do exame pode reduzir o risco de mortalidade pela doença em cerca de 40% a 50%, em comparação com aquelas que não fazem o acompanhamento preventivo.”
Mulheres a partir de 20 anos, diz o médico, devem realizar o autoexame regularmente e passar por avaliação anual com o ginecologista. A partir dos 40 anos, recomenda-se a realização da mamografia anual. E, para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou consideradas de alto risco por especialistas em ginecologia ou mastologia, o rastreamento com mamografia deve começar aos 30 anos. (Com informações de divulgação)
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