(foto alan santos - pr)
Dois presidentes que apelaram para o uso da bandeira do Brasil em campanhas estão atualmente em prisão domiciliar. Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro são dois ex-presidentes que, coincidentemente, são de direita ou extrema direita e que usaram discursos rasos e apelativos em defesa de um falso patriotismo com as cores verde e amarelo.
Tanto Fernando Collor quanto Jair Bolsonaro (PL) usam os mesmos recursos para capturar a boa fé da população e enganar com a ameaça da “bandeira vermelha”. Collor também fazia o discurso contra a corrupção e em favor da ordem. Agora os dois estão em prisão domiciliar. Bolsonaro foi mais longe no falso patriotismo e bateu continência para bandeira vermelha, azul e branca dos EUA, além de batalhar para impor taxa de 50% aos produtos do Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu na segunda-feira (4) a prisão domiciliar por tempo indeterminado. No último domingo (3), ocorreram manifestações bolsonaristas em algumas capitais do Brasil e o ex-presidente voltou a descumprir as medidas cautelares ao veicular conteúdos nas redes sociais de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e participar de uma chamada de vídeo com o deputado Nikolas Ferreira (PL), que estava no ato golpista.
Moraes interpretou as ações como forma de “impulsionar as mensagens proferidas na manifestação na tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal e coagir a Justiça”. Segundo o ministro, as condutas de Bolsonaro demonstraram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu, mesmo com a imposição de medidas cautelares diversas da prisão”.
Segundo a decisão do ministro do STF, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção dos advogados, podendo apenas de receber contatos de pessoas autorizadas pelo Supremo. O ex-presidente também não pode fazer fotos, gravar vídeos ou usar celular.
Fernando Collor de Melo (2025)
O ex-presidente Fernando Collor de Mello, presidente entre 1990 e 1992, foi preso em 25 de abril, em Maceió (AL). A medida foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes negar um recurso da defesa de Collor para rever a condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.
Em 2023, Collor foi condenado pelo STF em um dos processos da Lava Jato. Conforme a condenação, o ex-presidente, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em propinas. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.
Collor foi movido para uma cela especial no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, na capital alagoana, mas teve sua prisão convertida em domiciliar em maio, após a defesa alegar que o ex-presidente sofre de diversas comorbidades, entre elas Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Preso em seu apartamento em Maceió, Collor usa tornozeleira eletrônica e não pode receber visitas, exceto de familiares, advogados e equipe médica. (Com informações da TVTNews)
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...e ambos inventam doenças "graves" logo que são condenados. Isso não é justiça. É prêmio não disponível para nós outros cidadãos de 2ª classe. Será que ainda teremos uma revolução socialista algum dia para refundar esse pobre país?