Campinas apresentou uma queda significativa no ranking nacional de desenvolvimento sustentável, passando do 426º lugar em 2024 para o 801º em 2025. A cidade teve uma nota geral de 55,91 de um total de 100, passando de um alto índice para uma posição mediana.
O levantamento mede o progresso das 5.570 cidades brasileiras para a realização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), com a meta de serem alcançados até 2030. Uma pontuação 100 indica que esses objetivos foram atingidos plenamente. Uma nota de 80 a 100 significa um nível muito alto, de 50 a 59,99 é considerado médio, de 40 a 49,99 é baixo e de 0 a 39,99 muito baixo.
A cidade teve avaliações muito baixas ou baixas em seis ODSs: Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades Sustentáveis; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Fome Zero e Agricultura Sustentável; Igualdade de Gênero, e Vida Terrestre (veja abaixo). De acordo com os dados do Instituto Cidades Sustentáveis, responsável pelo ranking, em dez anos, a nota de Campinas caiu em sete itens, se manteve em seis e subiu em quatro.
Além dos 17 objetivos estabelecidos pela ONU, o levantamento inclui o ODS 18, uma iniciativa do governo brasileiro para promover a igualdade étnico-racial. São avaliados dez indicadores, entre eles desigualdade de renda, violência, saúde, educação e representatividade política. A nota de Campinas no ODS 18 foi 26,51, o que significa um nível muito baixo de desenvolvimento.
DESEMPENHO DE CAMPINAS POR ODS
1 – Erradicação da Pobreza
Médio – 50 a 59,99
O desempenho é comprometido pela baixa nota devido ao percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza no Cadastro Único mesmo com o Bolsa Família.
2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável
Baixo – 40 a 49,99
Os grandes desafios da cidade são o baixo peso dos bebês ao nascer, a pouca participação da agricultura orgânica e a falta de apoio aos agricultores familiares.
3 – Saúde e Bem-Estar
Alto – 60 a 79,99
A nota é puxada para cima pela baixa mortalidade materna, de bebês, crianças e por Aids, pelo índice de gravidez na adolescência, orçamento e idade média ao morrer. Por outro lado, a cobertura vacinal fica no patamar médio e o cuidado pré-natal é insuficiente. A dengue é considerada crítica e há muito a melhorar na detecção da tuberculose. A nota também foi baixa no indicador Unidades Básicas de Saúde.
4 – Educação de Qualidade
Médio – 50 a 59,99
Entre os principais gargalos estão a falta de atendimento educacional especializado nas escolas, o baixo Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais, crianças matriculadas em creche, a falta de acesso à internet nas escolas e de centros e espaços de culturais.
5 – Igualdade de Gênero
Baixo – 40 a 49,99
A alta taxa de feminicídios na cidade é apontada como um dos principais problemas, assim como a representatividade de mulheres na Câmara de Vereadores. São apenas cinco de um total de 33 parlamentares. Também colaboram para o mal desempenho a desigualdade de salários e o fato de muitas mulheres não conseguirem trabalhar ou estudar.
6 – Água Potável e Saneamento
Muito alto – 80 a 100
O ponto forte da cidade é a população atendida pelo esgotamento sanitário, o tratamento do esgoto coletado e o indicador de casos de doenças relacionadas ao saneamento adequado. Recebeu uma nota média a perda de água tratada.
7 – Energia Acessível e Limpa
Muito alto – 80 a 100
Campinas tem uma baixa vulnerabilidade energética e uma parte significativa dos domicílios com acesso à energia.
8 – Trabalho e Crescimento Econômico
Médio – 50 a 59,99
O PIB per capita é alto, mas o desemprego em geral e de jovens, e o baixo índice de ocupação formal de pessoas com 16 anos ou mais levam a um desempenho mediano neste objetivo.
9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura
Muito baixo – 0 a 39,99
Apesar de ter muita gente trabalhando em empregos formais em atividades de conhecimento e tecnologia, o investimento público em infraestrutura urbana por habitante fica no vermelho, ou seja, é considerado muito baixo.
10 – Redução das Desigualdades
Muito baixo – 0 a 39,99
Entre os fatores estão o alto índice de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos, a violência contra a população LGBTQIA+, o baixo percentual da renda dos 20% mais pobres sobre a renda total de todas as faixas, a grande distorção entre idade e série nos anos finais do Ensino Fundamental e o número reduzido de vereadores pretos, pardos e indígenas.
11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis
Muito baixo – 0 a 39,99
Campinas tem uma grande parte da sua população vivendo em favelas ou comunidades urbanas. É alto o percentual de pessoas com baixa renda que levam mais de uma hora para se deslocar para o trabalho. Também faltam equipamentos esportivos municipais.
12 – Consumo e Produção Responsáveis
Médio – 50 a 59,99
A cidade é bem atendida pela coleta de lixo comum e pela coleta seletiva, porém, o reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos coletados seletivamente é baixo.
13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima
Alto – 60 a 79,99
O ranking considera positivo os dados sobre concentração de focos de queimada e prevenção de desastres ambientais. A nota cai para um nível médio quando se trata das emissões de CO2 per capita e desmatamento, e muito baixo pela grande quantidade de moradias em áreas de risco.
14 – Vida na Água
Muito alto – 80 a 100
A boa posição se deve ao tratamento do esgoto antes de chegar a rios e córregos.
15 – Vida terrestre
Baixo – 40 a 49,99
O mesmo não acontece em relação à fauna terrestre, devido ao baixo índice de hectare de áreas naturais, verdes e com florestas por habitante.
16 – Justiça e Instituições Eficazes
Médio – 50 a 59,99
A nota média se deve aos homicídios juvenis, taxa de homicídio em geral, mortes por agressão e armas de fogo, além do grau de estruturação de políticas de transparência.
17 – Parcerias e Meios de Implementação
Médio – 50 a 59,99
Campinas atingiu a ODS no total de receitas municipais arrecadadas, no entanto, os investimentos públicos não acompanharam a arrecadação.
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