Depois de aprovar aumento de quase 60% nos salários dos presidentes das autarquias municipais, a Câmara de Campinas estabeleceu reajuste de apenas 6% para os servidores públicos da cidade em sessão extraordinária realizada dias antes do recesso legislativo, que começa em julho.
O Projeto de Lei Complementar nº 66/ 2025, do Executivo, foi aprovado em primeira e segunda discussões por 24 votos da base do prefeito Dário Saadi (Republicanos), sob aplausos desses parlamentares. Votaram contra a medida os vereadores de oposição Guida Calixto, Paolla Miguel e Wagner Romão (PT), Mariana Conti e Fernanda Souto (PSOL) e Gustavo Petta (PCdoB).
O reajuste nos salários foi acordado com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) e será aplicado para funcionários públicos municipais da administração direta e indireta, inativos e pensionistas, com efeito retroativo a maio. O projeto também reajusta o valor do auxílio alimentação em 12,85% para trabalhadores com jornada a partir de 20 horas semanais.
Durante a sessão, a vereadora Guida Calixto (PT) chegou a propor uma emenda de 35% de reajuste salarial aos servidores, valor que, segundo a parlamentar, representa as perdas salariais. “Mas foi rejeitada pelos vereadores de direita da Câmara. Um processo sem discussão, sem debate. Passaram o trator pra continuar o projeto de privatização , terceirização e de ataques aos serviços públicos e aos servidores”, afirmou.
Ela também criticou a disparidade entre os aumento concedido e o aprovado para os presidentes da Rede Mário Gatti, do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campinas (Camprev) e da Fundação José Pedro de Oliveira, que passaram a ter um subsídio mensal de R$ 37.082,36.
“O prefeito Dário, a base do governo e a direção do STMC acabam de aprovar reajuste de somente 6% para os servidores, enquanto semanas atrás determinaram o aumento de cerca de 60% para os presidentes das autarquias. Revoltante, dão supersalários para aliados políticos e precarizam quem atendem cotidianamente a população”, disse.
Para a vereadora Paolla Miguel (PT), o reajuste “não repõe as perdas salariais dos últimos anos” e foi “acordado em salas fechadas, sem a participação da imensa maioria dos trabalhadores do setor público municipal”.
Mariana Conti (PSOL) classificou o aumento de “vergonhoso” e afirmou que a sessão foi “fruto de uma manobra do governo e de sua base na Câmara”. “Dário é o Demolidor dos Serviços Públicos”, publicou em rede social.
Na tribuna, o vereador Gustavo Petta (PCdoB) reforçou que a defasagem salarial nos últimos anos passa dos 35% e denunciou a precarização do trabalho dos servidores. “É mais uma ofensa do governo às trabalhadoras e trabalhadores que sustentam os serviços públicos de Campinas. A proposta aprovada é inaceitável”, afirmou
A vereadora Fernanda Souto também destacou os 35% de perdas e defendeu aumento real nos salários e a valorização dos servidores. Para ela, não faltam recursos para a concessão do reajuste, mas, sim, vontade política do prefeito Dário Saadi.
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