(foto josé cruz - ag brasil)
Imagina o desenvolvimento tecnológico nos últimos 100 anos e todas as transformações que ocorreram no mundo do trabalho. Nesse período, houve um aumento significativo na produtividade do trabalho, impulsionado pela mecanização, tecnologia e melhoria dos processos produtivos.
Em média, a produtividade do trabalhador aumentou cerca de 10 a 20 vezes nos últimos 100 anos, praticamente sem redução da jornada de trabalho. Nos EUA, por exemplo, o produto interno bruto (PIB) por hora trabalhada aumentou aproximadamente 15 vezes entre 1925 e 2025.
Em períodos anteriores da história, aumentos de produtividade resultaram em redução constante do número médio de horas trabalhadas. No século 19, a redução da jornada de trabalho ainda acompanhou o aumento da produtividade, mas nos séculos 20 e 21 (quando houve maior desenvolvimento tecnológico), a jornada praticamente não teve redução.
No início do século passado, houve a eletrificação e automação (anos 1920–1950), máquinas substituíram trabalho manual em larga escala, agricultura mecanizada, linha de montagem, (ex: Ford). Depois começaram a surgir as tecnologias da informação e comunicação (1970–2000) com robótica, computadores, internet, softwares de produtividade. Agora no século 21, a inteligência artificial e automação avançada também aumentaram a produtividade, assim como geraram uma espécie de nova escravidão tecnológica.
No Brasil, a jornada de trabalho continua praticamente a mesma desde os anos 30 do século passado, quando Getúlio Vargas criou diversas leis regulamentando o trabalho e instituiu a jornada semanal de 48 horas. Atualmente, os trabalhadores deveriam ter uma jornada de trabalho de no máximo 4 horas diária se fosse acompanhar um pouco os benefícios do aumento de produtividade gerado pelo trabalho nos últimos 100 anos.
A discussão sobre a redução da jornada voltou ao Congresso Nacional com a campanha VAT (Vida Além do Trabalho) e o fim da escala 6×1. Agora, a reivindicação é estabelecer em lei o limite de 36 a 40 horas por semana e aumentar de 50 para 75% o adicional pago por horas extras. Uma pesquisa do Dieese mostra que a redução da jornada poderia gerar 2,5 milhões de novos postos de trabalho. O estudo também conclui que a mudança não prejudicaria a produtividade na indústria nacional, como alegam os empresários. (Da Redação)
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