Na 105ª posição do IDH-Desigualdade, Brasil pode melhorar com isenção do IR e taxação dos super-ricos

(foto anthony-goto – ccl)

Nesta semana, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud ou UNDP, na sigla em inglês) divulgou o relatório de Desenvolvimento Humano de 2025. O documento atualiza o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 193 países, com base em informações de 2023, sobre indicadores de expectativa de vida, escolaridade e Produto Interno Bruto (PIB) per capita – por indivíduo.

O Brasil, com a chegada do governo Lula (PT) subiu 5 posições, apareceu na 84ª colocação com um IDH de 0,786 (em uma escala de 0,000 a 1,000), um índice considerado de desenvolvimento alto, mas esse IDH não é o melhor índice para expressar a realidade. O Pnud da ONU também tem o IDH ajustado à desigualdade social, conhecido como IDHAD. E nesse índice o Brasil ocupa a 105ª posição com um IDH de 0,594, que é considerado médio.

A proposta do governo Lula de taxação mínima dos super-ricos e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode melhorar esse índice, mas essa proposta tem enfrentado resistência dos partidos de direita que representam a parcela mais privilegiada e economicamente rica da sociedade.

Em 2022, fim do governo Bolsonaro (PL), o Brasil estava na 89ª posição, o que significa que o país subiu cinco colocações nesses últimos anos, mas o país precisa também subir no IDHAD.

Segundo as Nações Unidas, o IDH é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. Como todas as médias, o IDH mascara a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano entre a população no nível de país. O IDH 2010 introduziu o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade em todas as três dimensões do IDH “descontando” o valor médio de cada dimensão de acordo com seu nível de desigualdade.

Com a introdução do IDHAD, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano “potencial” e o IDHAD como um índice do desenvolvimento humano “real”. A “perda” no desenvolvimento humano potencial devido à desigualdade é dada pela diferença entre o IDH e o IDHAD e pode ser expressa por um percentual. O Brasil perde posições devido a excessiva concentração de renda, baixa ou quase nenhuma taxação dos super-ricos, inúmeros privilégios sociais e taxação baseada praticamente na classe média e nos mais pobres. (com informações da Agência Brasil, Pnud)

Carta Campinas

Recent Posts

Conselhos do Meio Ambiente de Valinhos e Campinas se unem pela Fazenda Remonta

As conselheiras Tereza Araújo e Juliana Freitas durante reunião do CMMA de Valinhos/SP, no dia…

3 hours ago

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo está de volta a Campinas com seu rock experimenal

(foto divulgação) A banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo traz sua mistura…

5 hours ago

Exposição retrata as transformações de Campinas em fotos e pinturas

Catedral de Campinas em imagem que faz parte da mostra (foto Osvaldo Furiatto - divulgação)…

5 hours ago

Mentira deslavada é o método de Trump e Flávio Bolsonaro para tarifas e eleições

(imagem reprodução) A tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros…

23 hours ago

‘Afrontosa’, documentário sobre liderança trans de Campinas, estreia no Festival de Gramado

(foto coraci ruiz - divulgação) O documentário “Afrontosa”, produzido pelo Laboratório Cisco, de Campinas, fará…

24 hours ago

3ª Feira Cultural Julho das Pretas reúne arte e negócios na Estação Cultura de Campinas

(foto firmino piton - arquivo pmc) Com o tema “Vozes que Crescem”, Campinas recebe no…

1 day ago