(foto: câmara de campinas)
A Câmara de Campinas abriu uma Comissão Processante (CP) para apurar a conduta do vereador Vini Oliveira (Cidadania), acusado de invadir o Hospital Municipal Mário Gatti no dia 1º de janeiro deste ano e expor servidores e pacientes em filmagens divulgadas na internet. A CP foi aprovada por 23 votos a 9 na sessão da última quarta-feira (23) e será presidida pela vereadora Mariana Conti (PSOL).
A denúncia foi feita pela médica Daiane Copercini e protocolada na terça-feira (22). Ela afirma que Vini entrou no hospital e fez gravações sem autorização, desacatou os profissionais nos consultórios médicos e acessou fichas de atendimento, publicando o vídeo nas redes sociais. Justificou que esse comportamento fere tanto a Lei Geral e Proteção de Dados (LGPD) como o direito ao sigilo médico.
Na tribuna, Mariana Conti destacou que esse tipo de ataque é uma “prática recorrente” e “nefasta” do parlamentar, em um “processo de condenação sumária”, jogando a população contra os profissionais. “Quando o vereador teve a oportunidade de ir a fundo e abrir a CPI, o vereador recuou, não quis investigar os verdadeiros responsáveis pela crise da saúde”, afirmou.
A presidente da CP lembrou ainda o episódio envolvendo Vini durante a Virada Trans da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em março deste ano no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), ameaçando estudantes e acusando a academia de “doutrinação ideológica”, também com filmagens divulgadas nas redes.
A comissão terá ainda como integrantes os vereadores Nelson Hosrri (PSD), que será o relator, e Nick Schneider (PL). Durante a sessão, Vini Oliveira negou ter ameaçado a médica e outros servidores e disse que cumpria sua função de fiscalização.
Com a abertura da CP, o vereador será notificado e terá prazo de dez dias para apresentar sua defesa por escrito. A Comissão deverá dar seu parecer – se levará adiante o processo ou arquivará a denúncia – cinco dias depois de receber o documento.
Caso a investigação seja mantida, os integrantes da CP terão 90 dias para concluir os trabalhos e apresentar o relatório final. Eles podem pedir a cassação de Vini por infrações político-administrativas ou concluir que não deve ser penalizado. Se for proposta, a cassação deverá ser votada em plenário e precisará de dois terços dos votos dos 33 vereadores para ser aprovada.
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