(foto: unsplash)
A Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e Cânhamo Industrial foi renovada na Câmara de Campinas. Criada em maio de 2023, a frente busca ampliar o debate sobre o tema, abrangendo desde iniciativas relacionadas à legislação, pesquisas, tratamentos, políticas públicas e acesso a medicamentos.
“É um espaço importante para envolver toda a sociedade nas discussões sobre os avanços e os benefícios da Cannabis para a saúde de tantas pessoas”, afirmou a vereadora Paolla Miguel (PT), responsável pela formação da frente. “Diversas patologias se beneficiam dos medicamentos, como quem está dentro do espectro autista, quem tem Parkinson e dores crônicas, como fibromialgia. Alguns pacientes em tratamento contra o câncer também utilizam os medicamentos à base de Cannabis”, disse.
De acordo com a parlamentar, a renovação da Frente contou com o apoio tanto dos vereadores de esquerda como de direita, o que mostra a importância de um debate qualificado sobre o assunto. “Seguiremos na luta ao lado de pacientes e familiares pela distribuição dos medicamentos à base de Cannabis na rede municipal de saúde”, afirmou Paolla, que já apresentou dois projetos relacionados ao tema, o PL 114/2022, que propõe o Programa Municipal de Uso de Cannabis para Fins Medicinais para o fornecimento gratuito de medicamentos na rede pública, e o PL 115/2022, de incentivo a pesquisas para o uso terapêutico.
Durante a sessão legislativa de ontem (5), a vereadora destacou o pioneirismo de pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que analisará gratuitamente a qualidade de óleos de Cannabis produzidos por associações que cultivam a planta para fins medicinais e pacientes que realizam o autocultivo, desde que tenham autorização judicial.
A universidade abriu no último dia 27 de janeiro a fase de inscrições para interessados em participar da pesquisa. Os formulários estão disponíveis on-line, com acesso pelos endereços https://forms.gle/6fYwgoSEtYMYwAaAA (para associações) e https://forms.gle/VjyXiTFwYDBrCQfMA (para pacientes).
O estudo está sendo viabilizado por emendas de deputados da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que conta com a participação dos deputados estaduais Caio França (PSB) e Eduardo Suplicy (PT).
Na contramão
Enquanto as iniciativas em torno do uso terapêutico da Cannabis avançam, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) vetou no último dia 30 projeto de lei que previa a criação do Programa de Produção e Distribuição de Medicação à Base de Cannabis Medicinal pela Fundação para o Remédio Popular (Furp).
Acompanhe entrevista realizada pela TV Carta Campinas sobre pesquisas com Cannabis:
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