Categories: Economia Política

População parece querer sonho e fantasia e o governo Lula só entrega os números da realidade

(foto josé cruz – ag brasil)

Apesar dos excelentes números da economia brasileira, com inflação controlada, PIB crescendo, emprego em menor nível, não há por uma parte da população brasileira o reconhecimento e a melhora da aprovação do governo Lula (PT).

Pelo contrário, na primeira pesquisa Genial/Quaest de 2025 a aprovação do presidente Lula caiu de 52% em dezembro para 47% em janeiro. A avaliação negativa do governo também aumentou, passando de 31% para 37% no mesmo período. A pesquisa, realizada entre os dias 23 e 26 de janeiro, ouviu 4,5 mil pessoas em entrevistas presenciais e tem margem de erro de 1 ponto percentual.

O grande desafio do governo Lula é rever todo o aprendizado histórico sobre os efeitos da aprovação de Lula. Parece que as redes sociais trouxeram um novo elemento, que é o mundo da fantasia e do sonho sobre o mundo da economia.

O possível erro do governo Lula pode estar sendo o de repetir o mesmo que fez nos primeiros governos e tentar obter o mesmo sucesso e altos níveis de aprovação. Parece que não funciona, talvez porque isso já não seja novidade.

Nos primeiros governos Lula, tudo era novidade. Era novidade o crescimento do PIB, a transposição do Rio São Francisco, o fim da miséria e da fome, política de cotas, Bolsa Família, etc etc. Mas agora já não são novidades.

A população brasileira parece querer utopias, sonhos, fantasias, além de uma boa economia. E com a ação sistemática da extrema direita nas redes sociais, o governo Lula tem recuado, tem se acovardado com as críticas da mídia. Talvez seja hora de criar, inventar, enfrentar, levar sonhos além de números.

É hora de ter um projeto novo, que chame a atenção e coloque a extrema direita na defensiva. Talvez bater boca com os donos das redes sociais, taxar super-ricos, isentar imposto de renda dos mais pobres, definir um projeto de trem de alta velocidade, algo que chame a atenção e crie sonhos atrelados aos benefícios econômicos. É preciso radicalizar o sonho de justiça e igualdade. E assim colocar a extrema direita na defensiva.

Em tempos de realidade imaginária das rede sociais, é preciso ser uma metralhadora de fantasias, utopias, sonhos, criando trends atrás de trends para impedir que a extrema direita crie a pauta das redes. O governo tenta retrancar para não tomar gol, mas as redes sociais só permitem jogar no ataque.

jjj

Carta Campinas

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