Não há explicação lógica para a participação do candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), nos debates das emissoras de TV. A não ser que haja uma ação deliberada das emissoras de TV (digo seus empresários) de contribuir para destruir a democracia brasileira e tentar controlar o avanço de candidatos mais democratas e à esquerda.
A legislação não permite a participação de Marçal por falta de representação política do seu partido no Congresso. O espírito da legislação foi exatamente esse, de evitar que candidatos sem representação, sem propostas, difamadores, caluniadores e com ligações até com o crime fossem candidatos, como foi divulgado na propaganda eleitoral de Tábata Amaral e Guilherme Boulos.
No entanto, as emissoras de TV burlam a legislação para manter o fascismo vivo e combater candidatos democratas e de esquerda. Não chamam um candidato do PSTU ou do PCO para debater, alegando não ter representação, mas chamam do PRTB.
Mas Marçal é apenas um exemplo agudo de como o fascismo sobrevive com a contribuição da mídia cartorial brasileira, detentora de concessão pública. A estratégia dos empresários de comunicação para manter o fascismo vivo sempre foi manter comentaristas com discurso fascista. Lembrem-se que general Augusto Heleno, ex-ministro do Bolsonaro, foi “comentarista” da Band em horário nobre. E assim, as emissoras mantém um Caio Copolla, Joel Pinheiro, Demétrio Magnoli e tantos outros com análises simplificadas, ideologizadas e de baixa qualidade.
Eles naturalizam o discurso fascistas com um rebosteio cognitivo e discurso agressivo. É um efeito mosaico, visto que ao mesmo tempo a mídia tenta se legitimar com comentaristas mais preparados intelectualmente.
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