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Dia do Surdo: clipe com Libras, dança e mímica reflete sobre a inclusão pela comunicação

(foto: divulgação)

Um videoclipe sobre os diferentes tipos de comunicação, com uso de Libras, dança e mímica, será lançado nesta quinta-feira (26), Dia Nacional do Surdo. O projeto é uma iniciativa do Instituto Anelo, que promove aulas gratuitas de música na periferia de Campinas. Sem necessidade da comunicação verbal, o vídeo da música “Quando Puder Falar” mostra duas pessoas de “línguas” diferentes buscando se entender, o que dá início a uma grande amizade. O clipe poderá ser visto nas redes sociais do Anelo e em todas as plataformas digitais.

A música, já disponível no Spotify, é composta pelo músico Luccas Soares, e interpretada em formato de voz e piano com o pianista, arranjador e produtor Deivyson Fernandez. “Sendo pai do João, uma criança autista não verbal, de 4 anos, busco formas de me comunicar com meu filho, com muito amor. ‘Quando Puder Falar’ é sobre isto, entender que podemos nos comunicar de várias formas”, afirma Luccas.

Para dar vida à ideia, Luccas convidou a educadora, bailarina e intérprete de Libras Keyla Ferrari, que sugeriu a participação do também educador, ator e mímico Silvio Leme. Segundo o diretor Cláudio Alvim, no vídeo, as linguagens da dança, Libras e mímica são usadas de forma complementar, retratando as dificuldades de comunicação não só de pessoas que não têm a linguagem verbal, mas de todos, em uma sociedade cada vez mais individualista. “Tenho feito uma leitura que as pessoas estão muito querendo dizer e pouco querendo ouvir, dando pouca atenção ao que o outro precisa”, afirma.

No roteiro, uma bailarina se encanta com uma flor e começa a dançar, vencendo a timidez, até perder a flor e se frustrar com isso. A alegria dela encanta um expansivo palhaço (o mímico), que depois se assusta com a repentina tristeza da mulher, mas sem entender o motivo, e tenta ajudar. A partir disso, ocorrem tentativas de comunicação malsucedidas, pois cada um tenta se expressar em sua linguagem específica, até que o palhaço percebe que tem de parar e prestar mais atenção à bailarina, com uma postura mais empática, até os dois se entenderem.

“Quando você faz um vídeo que narra uma história sem a fala, sem o verbo, qualquer pessoa, mesmo que não escute, vai conseguir entender”, afirma Keyla Ferrari, a bailarina e intérprete de Libras do vídeo. “Foi um processo bem interessante. Ficamos à vontade para contribuir com o propósito geral do projeto, das muitas possibilidades que existem de nos comunicarmos”, diz o mímico Silvio Leme.

(com informações de divulgação)

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