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Peça do Coletivo Comum fala de deslocamentos forçados por guerras, violações, clima e perseguições

(foto fernando reis – div)

Em São Paulo – O espetáculo eXílio, do Coletivo Comum, é um trabalho documental com direção de Fernando Kinas e tem temporada nos teatros Contêiner Mungunzá e Arthur Azevedo até 02 de junho. O Coletivo traz canções em vários idiomas, incluindo náuatle e tamazight, línguas asteca e do norte da África, respectivamente, além de músicas latino-americanas.

A peça é inspirada nos deslocamentos forçados de pessoas por conta de guerras, violações de direitos humanos, condições climáticas e perseguições de qualquer tipo são um dos principais temas da atualidade, envolvendo questões individuais e coletivas, políticas e subjetivas. O grupo decidiu, então, fazer desses deslocamentos o seu material de pesquisa.

Mantendo a tradição de fazer teatro documental, o Coletivo Comum estruturou cerca de 30 cenas para dar conta da multiplicidade de abordagens referentes ao tema do exílio. São quadros independentes, nos quais o elenco formado por Fernanda Azevedo, Maria Carolina Dressler, Renan Rovida, Renata Soul e Roberto Moura narra as diferentes dimensões envolvidas nas questões envolvendo migração, refúgio e exílio.

“Optamos por deixar o ‘X’ em caixa alta no nome do espetáculo para reforçar o tema da encruzilhada, do conflito e das oposições”, afirma o diretor Fernando Kinas. Assim, a obra “eXílio” é mais um capítulo na ampla investigação do grupo sobre os desafios civilizacionais contemporâneos.

Ao se debruçar sobre a temática das migrações, a companhia decidiu ampliar a discussão, incluindo deslocamentos dentro do próprio país, além da migração subjetiva, interna, já destacada por Ovídio no primeiro século da era cristã.

Outro aspecto abordado pelo grupo é a noção de exílio interior descrita pelo crítico literário Antonio Candido como o sentimento que algumas pessoas têm de não se sentirem representadas pelo seu país ou regime político, como no caso das ditaduras militares. (Com informações de divulgação)

SERVIÇO

eXílio
Classificação indicativa: 14 anos

TEATRO DE CONTÊINER MUNGUNZÁ

Temporada: 11 de abril a 5 de maio, de quinta a sábado, às 19h30, e, aos domingos, às 18h.

Endereço: Rua dos Gusmões, 43, Santa Ifigênia.

Ingresso: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e gratuito para moradores da Luz, estudantes do ensino público e pessoas em condição de migração e refúgio.

TEATRO ARTHUR AZEVEDO

Temporada: 9 de maio a 2 de junho, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h | Atenção: entre os dias 16 e 19 de maio não haverá espetáculo em razão da Virada Cultural.

Endereço: Avenida Paes de Barros, 955, Alto da Mooca.

Ingresso: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e gratuito para estudantes do ensino público e pessoas em condição de migração e refúgio.

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