Bolsonaro vendeu subsidiária da Petrobras para empresa canadense que teria pirateado a estatal

Stan Bharti, dono Forbes & Manhattan e o vice-presidente Hamilton Mourão (Foto romero cunha – vice-presidência – div)

O jornalista Leandro Demori traz mais uma história cabulosa da Lava Jato. Suspeitas de pirataria de tecnologia exclusiva da Petrobras recaíram sobre Jorge Hardt Filho e seus ex-colegas da Petrobras. Jorge Hardt é nada mais e nada menos do que pai de Gabriela Hardt, que ficou famosa ao substituir Sérgio Moro na Lava Jato e ter copiado partes de sentença em outras ações contra Lula. Hardt, o pai, coincidentemente, nunca foi investigado pela Lava Jato.

O pai de Gabriela Hardt é ex-funcionário da Petrobras e ganhou acesso a informações secretas da petroleira para negociar tecnologia, o que incluía uma cláusula de confidencialidade que vetava o uso daquelas informações fora do escopo do contrato com a Engevix, que Hardt trabalhou.

“As suspeitas se intensificaram quando a petroleira fez uma busca por novos requerimentos de patente no Brasil e no exterior: tanto aqui como lá fora, Jorge Hardt Filho, João Carlos Winck e João Carlos Gobbo apareciam como requerentes de patentes de um processo muito semelhante ao Petrosix, chamado Prix. Nas descrições comerciais do Prix, ele era apresentado como um processo “com mais de 30 anos de comprovada operação”. Era mentira. O Prix, na verdade, jamais foi testado na prática. É, até hoje, um projeto em papel. Os “mais de 30 anos de comprovada operação” se referem, obviamente, ao Petrosix. O Prix era, de fato, um “Petrosix melhorado”, anota a reportagem.

Em novembro daquele 2012, a Petrobras criou um grupo para investigar o caso de pirataria de tecnologia. A reportagem diz que no relatório, a Petrobras salientou ainda que “os contratados da Engevix João Carlos Gobbo, Jorge Hardt Filho e João Carlos Winck foram as pessoas que tiveram acesso às informações usadas ilegalmente pela Forbes & Manhattan”, empresa canadense que seria a beneficiada.

O relatório também pediu que a Petrobras não fizesse nenhum negócio com a empresa que teria se beneficiado da tecnologia pirateada. Mas o governo Bolsonaro não respeitou. Pior. “Dois meses antes de deixar o poder, no entanto, Jair Bolsonaro não apenas ignorou a recomendação da própria Petrobras de nunca mais fazer negócios com os canadenses, como vendeu a Petrobras Six justamente para eles, a mesma Forbes & Manhattan que tentou passar a perna na estatal durante anos. A Forbes pagou cerca de R$ 200 milhões pela fábrica, o equivalente a apenas um ano de lucro da SIX – e levou junto a tão cobiçada tecnologia Petrosix. De um jeito ou de outro, venceu”, anota. Veja reportagem completa AQUI.

Carta Campinas

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