O voluntário e as tragédias no mundo

(foto de vídeo – reprod. twitter)

.Por Roberto Ravagnani.

Esta semana tivemos mais uma grande tragedia em nosso planeta, milhares de vidas perdidas em um grande terremoto, um dos maiores dos últimos tempos em áreas habitadas.

Sabemos da dificuldade, quase impossibilidade de se prevenir e informar com antecedência um terremoto, a natureza vem., se levanta com toda sua fúria e mostra seu poder, devastando prédios, ruas, cidades, vidas.

Assim entra em cena a gestão de crises, países desenvolvidos, tem isso também muito melhor definido e contemplado nos planos de defesa de seus cidadãos. Países onde os terremotos e outras agressões da natureza são possíveis e previsíveis, buscam de todas formas terem isso também em suas pautas de estudo, desenvolvimento e investimento.

Países como o nosso, rico e lindo de natureza exuberante e complacente com tudo o que fazemos com ele, tem mostrado também que tem suas revoltas, inúmeras inundações tem se apresentado em varias partes do país e na sua grande maioria acontecem por falta de um olhar mais generoso com as construções e com os vales onde implantamos nossas cidades.

Mas tudo isso para dizer que o voluntariado nestas circunstancias são chamados e utilizados para diversas atividades, desde as campanhas de doações de roupas, mantimentos, agua, remédios entre outros, até a ação direta em resgates.

Aqui voltamos a gestão de crise, onde em nosso país tem capacitação para voluntários atuarem em crises naturais ou não? Salvo em indústrias de grande risco, onde elas fazem o treinamento de seus colaboradores, a grande maioria dos voluntários atuam na intuição ou sob o comando de alguém da defesa civil no local.

De forma geral não existe um plano estratégico de verdade, existe alguns combinados que alguns costumam cumprir e as vezes dá tudo certo.

O voluntario deve ser tratado como um ativo de verdade na sociedade, para isso ele deve ser preparado, orientado, treinado, ensaiado, para que tudo possa dar certo de verdade e o resultado possa ser vidas salvas. Já passou da hora do Brasil ter um código de conduta para voluntários nos municípios e uma legislação própria para atuações em situação de crise. Espero poder contribuir, ainda nesta “encadernação”, com esta construção. Tenho certeza de que podemos ser e ter uma grande força de ataque em resposta a crises naturais, que de naturais não tem nada, pois nós seres humanos estamos provocando a natureza há um tempinho e ela tem respondido.

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