foto
Uma ação sigilosa do Banco Central do Brasil, presidido por Roberto Campos Neto (indicado por Bolsonaro) pode ter sido determinante para o aumento do genocídio yanomami e da expansão do garimpo ilegal e criminoso nas terras indígenas.
Em 2021, o Banco Central de Roberto Campos Neto fez aquisição em apenas três meses da maior quantidade de ouro em décadas. A compra praticamente duplicou as reservas e ajudou na valorização do metal, aumentando a lucratividade do garimpo ilegal nas terras indígenas. O BC aumentou em 92% as reservas em ouro em 2021. Agora as reversas do Brasil são de 129 toneladas. Veja gráfico com queda do valor do ouro em julho de 2021. E em seguida a recuperação do valor.
O fato estranho é que o Banco Central tentou esconder essa compra e se negou a responder os questionamentos, mesmo após uso da Lei de Acesso à Informação, revelou site. Os dados só foram parcialmente tornados públicos em março de 2022.
Normalmente, o Banco Central faz esse tipo de ação com o dólar para valorizar a moeda, no caso de compra, ou para desvalorização no caso de venda de dólar. Apesar de serem ativos diferentes, a lei da demanda e da oferta sempre influencia. Bancos Centrais de outros países têm ações mais transparentes em relação ao ouro.
A ação sigilosa do Banco Central coincide com um conjunto de ações do governo Bolsonaro que levaram fome, doenças e ao genocídio da população indígena na reserva yanomami em Roraima.
Além da defesa explícita do garimpo por Bolsonaro em várias ocasiões, do ataque às reservas indígenas, o governo de extrema direita foi omisso e negligente com a invasão criminosa que destruiu parte da floresta, contaminou rios e adoeceu milhares de indígenas. Pelo menos 570 crianças yanomamis morreram em decorrência de desnutrição e doenças nos últimos quatro anos, durante o governo de Jair Bolsonaro, segundo dados levantados pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara. A ação do Banco Central foi um incentivo determinante para o avanço do garimpo criminoso porque contribuiu para a manter a rentabilidade da atividade ilegal.
Em relação aos indígenas, a falta de ação do governo Bolsonaro, inclusive da ex-ministra Damares Alves, estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Luís Roberto Barroso determinou no fim de janeiro que a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério Público Militar (MPM), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) e a Superintendência Regional da Polícia Federal de Roraima investiguem a participação do Governo Bolsonaro nos crimes de genocídio e omissão de socorro do povo Yanomami, em Roraima. A decisão ocorreu após ação jurídica da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Talvez a investigação do genocídio yanomami tenha que incluir a investigação da compra de ouro pelo Banco Central para saber se houve alguma interferência ou pedido do governo Bolsonaro para a aquisição do metal. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seja notificada a prestar informações em uma ação que trata do comércio de ouro extraído ilegalmente da Amazônia. A pedido do Partido Verde, o ministro também intimou o Banco Central e a Agência Nacional de Mineração a prestarem depoimento sobre a situação do garimpo ilegal.
(foto global sumud flotilla) A Justiça condenou o vereador de Campinas Vini de Oliveira (Cidadania)…
Professora e intérprete de Libras Michelle Gonçalves Dinamarco, vencedora do concurso em 2025 (imagem divulgação)…
(imagem divulgação) Coletivo de fortalecimento feminino através da literatura marca presença no Flipoços 2026 com…
Bosque dos Jequitibás (foto rogério capela - arquivo pmc) Um Projeto de Lei Ordinária (PLO)…
(foto pedro frança - senado federal) O Bolsonarinho 01 (PL) , o filho mais velho…
(foto nina pires - divulgação) A Casa do Sol, em Campinas, se transforma novamente em…