Cenário deixado por Bolsonaro é semelhante ao da Alemanha destruída na Segunda Guerra, diz economista

A equipe de transição do governo Lula (PT) está descobrindo um cenário de destruição em todas as áreas do Estado, promovido pelo governo Bolsonaro, e que talvez não tenha precedente. Não tem recursos para governar, na Saúde, Educação, Segurança, nada. O professor de Economia da Unifesp, André Roncaglia, chega a afirmar que o cenário brasileiro deixado pelo governo Bolsonaro se assemelha à destruição provocada na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial com a queda do governo de Hitler. Terra arrasada.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) publicou hoje que parcela da população está prestes a ficar sem água para beber. “Quase 1 MILHÃO de pessoas podem ficar sem água potável por falta de recursos no Ministério de Desenvolvimento Regional. O governo atual é totalmente dependente do orçamento secreto e praticamente não tem orçamento próprio”, afirmou. Essa semana também foi revelado que há 5 milhões de pessoas esperando concessão de benefício do INSS. Os processos estão parados.

Roncaglia (foto de vídeo)

Para o economista André Roncaglia, o teto de gastos em áreas sociais aprovado em 2016, após o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff (PT), representa uma peça chave nessa destruição. “Nas mãos de um governante tresloucado como Bolsonaro – tendo Guedes como seu executor – o teto de gastos é uma arma de destruição em massa. Sob o teto, vigora a iniquidade social, a obscuridade do orçamento secreto e a chantagem como instrumento de negociação política”, afirmou Roncaglia.

E continuou: “É preciso que fique clara a relação entre a destruição que ora se registra e a regra fiscal que a viabilizou. Os chiliques do mercado com a suposta “incerteza fiscal”, mesmo em face da terra arrasada, deixa muito claro os interesses que sustentam a ficção do teto de gastos…Tal ficção é funcional à elevada concentração do poder econômico e político. Afinal, o teto de gastos infla artificialmente a representatividade política dos mais ricos no orçamento: não incomodá-los é a prioridade; os anseios da população vêm depois… se tiver espaço fiscal”.

E mais:

“Tal ficção é funcional à elevada concentração do poder econômico e político. Afinal, o teto de gastos infla artificialmente a representatividade política dos mais ricos no orçamento: não incomodá-los é a prioridade; os anseios da população vêm depois… se tiver espaço fiscal”

“Com o apoio de economistas neoliberais, usam os pobres como escudo humano do teto de gastos, alertando para o imaginário penhasco inflacionário sempre à espreita. A ÚNICA forma de equilibrar as contas do Estado é o corte de gastos. O teto encarna esta posição ideológica”.

Carta Campinas

Recent Posts

‘TOC TOC – Obsessivamente Divertido’ chega a Campinas com duas sessões no Castro Mendes

(foto divulgação) Seis pessoas com diferentes transtornos obsessivo-compulsivos se encontram na sala de espera de…

1 hour ago

Entidades protestam em frente à Meta contra manipulação do Facebook e Instagram

(imagem reprodução) Diversas organizações da sociedade civil, entre elas o ANDES-SN (Sindicatos Nacional dos Docentes…

19 hours ago

Sala secreta de sócio oculto de Flávio Bolsonaro é estrutura para compra de imóveis em dinheiro vivo

(imagem reprodução) A Polícia Federal (PF) encontrou uma sala secreta em um hangar no Aeroporto…

20 hours ago

Na reta final para as eleições, Campinas volta a ocupar as ruas nos atos Sextou com Lula e Bora Lula

Bandeiras erguidas na sexta-feira e uma caminhada no sábado vão marcar os últimos dias de…

21 hours ago

Exposição apresenta diversidade da cena cultural de Campinas pelas lentes de 11 fotógrafos

Foto de Marilda Tedesco (divulgação) O Ponto de Cultura Núcleo de Fotografia de Campinas (NuFCa)…

22 hours ago

As Comadres colocam pimenta no forró em show dançante ao ar livre e gratuito

(lu bortolini - foto divulgação) O forró pé de serra ganha voz feminina e novas…

24 hours ago