Reportagem de Gulherme Maziero e Rafael Moro Martins, do The Intercept, mostra que um agente licenciado da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, foi quem mandou um cinegrafista apagar as imagens de um tiroteio em Paraisópolis, favela na zona oeste de São Paulo, na semana passada. O tiroteio, que até o momento não se sabe porque aconteceu, matou um morador da região. A Campanha de Tarcísio tentou usar o tiroteio para obter ganho político na reta final da Campanha contra Fernando Haddad, do PT.
O nome do agente da agência de espionagem do governo federal é Fabrício Cardoso de Paiva. Ele é atualmente assessor da campanha a governador do ex-ministro Tarcísio Gomes de Freitas, do Republicanos. Ele também ocupou cargo de nomeação política, a convite do carioca Tarcísio, no Ministério da Infraestrutura desde o início do governo Bolsonaro. A revelação levanta suspeita sobre as intenções reais do tiroteio, que pode ter sido armado para beneficiar Tarcísio e colocá-lo como vítima, assim como se suspeita da fakeada de Bolsonaro.
“A identificação foi confirmada ao Intercept por uma fonte que trabalha no governo. A voz de Paiva também foi reconhecida por ex-colegas de trabalho. As fontes terão os nomes mantidos em sigilo para evitar retaliações. A Abin, respondendo a perguntas que enviamos, “esclarece que apenas um servidor da agência, que no momento está de licença não remunerada para tratar de interesses particulares, acompanha o candidato Tarcísio de Freitas na campanha eleitoral”. Trata-se, justamente, de Paiva. Veja reportagem
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