Para destruir Lula, Globo perdeu futebol, Fórmula 1, audiência, dinheiro e desumanizou o Brasil

O ex-presidente Lula (PT), que foi massacrado pela Rede Globo durante a farsa da Lava Jato do ex-juiz Sérgio Moro, prestou solidariedade a jornalista e comentarista de economia do Grupo O Globo, Miriam Leitão. Miriam também era do time que culpabilizava Lula no rádio, na TV e nos jornais. Foram anos de campanha difamatória até ele ser preso e ficar de fora das eleições que elegeram o pior governo da história do Brasil.

(foto de tela – twitter)

Miriam Leitão agora foi atacada por um dos filhos de Bolsonaro que compartilhou no Twitter um texto da coluna de Miriam, no O Globo, onde comenta que “ainda com pena da cobra”, em referência ao uso de uma cobrar para torturar a jovem jornalista durante da Ditadura Militar.

“Minha solidariedade à jornalista Miriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade”, escreveu Lula. Miriam agradeceu Lula pela mensagem de solidariedade.

Essa é a síntese da desumanização e do fascismo que a própria Globo ajudou a emergir do esgoto ao promover a perseguição ao PT, ao Lula e à Dilma Rousseff. Mas não foi só isso, a Globo perdeu audiência, perdeu recursos publicitários, perdeu a Fórmula 1, perdeu o futebol. Perdeu até o Faustão aos domingos. A Globo agora faz reportagens das transmissões esportivas dos canais abertos concorrentes.

A Globo só perdeu com a Lava Jato e a ascensão do fascismo bolsonarista. Numa empresa normal, toda a cúpula do jornalismo da emissora teria sido demitida por incompetência política, jornalística e de análise econômica. Mas não, ninguém foi demitido. E isso só o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, pode explicar.

Novas conversas reveladas pelo The Intercept Brasil na série de reportagens da Vaza Jato, em que foi comprovada a farsa do ex-juiz Sérgio Moro e da Lava Jato, o ex-coordenador da operação, Dallagnol, foi gravado em seu pedido de apoio a João Roberto Marinho, presidente dos conselhos Editorial e Institucional do Grupo Globo e vice-presidente do Conselho de Administração, em 2015.

Na mensagem, Dalllagnol diz: “Almocei na quarta com João Roberto Marinho. É ele quem, segundo muitos, manda de fato na globo. Responsável pela área editorial do grupo. A pessoa que mais manda na área de comunicação no país”, escreveu o procurador no grupo FT MPF Curitiba 2, no dia 27.

Moral da história: a cúpula de jornalismo da Globo não foi demitida por ter afundado a empresa com a Lava Jato porque a burrice não foi dos empregados.

Recent Posts

Exposição ‘Na Flor da Pele’, de Joy Kali, investiga o corpo como território de transformação

(foto vinícius santos - divulgação) A exposição “Na Flor da Pele”, da artista visual Joy…

13 hours ago

Viola caipira e cravo barroco se encontram em shows comentados com Ricardo Matsuda e Patricia Gatti

(foto mariana petrucci - divulgação) Duas tradições e memórias musicais distintas – as da viola…

14 hours ago

Mostra de cinema e curso entram no universo do cineasta dinamarquês Lars Von Trier

"Europa" (foto divulgação) A partir desta terça-feira, 10 de março, o Sesc Campinas exibe a…

15 hours ago

Lava Jato 2: quando vão vazar as quebras de sigilo de Ibanês, Castro, Ciro Nogueira e Campos Neto?

(imagem reprodução) A Lava Jato 2 (conluio mídia e investigação), é como está sendo chamada…

21 hours ago

Investigação PF no caso BolsoMaster tem viés político em conluio com a mídia

Lava Jato 2 Nassif: Polícia Federal, a um passo de se tornar polícia política Se…

1 day ago

Mulheres com dupla jornada terão mais contato com os filhos com fim da escala 6×1

Tiffane Raany (foto marcelo camargo - ag brasil) O governo federal defende o debate público…

1 day ago