O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro da Educação, Milton Ribeiro, participa da divulgação dos novos critérios de desconto e renegociação das dívidas do Fies.
O escândalo do Ministério da Educação, que derrubou o ministro Milton Ribeiro, mostrou que o governo Bolsonaro criou um ‘Kit Corrupção’. Alguns dos itens do kit sempre era exigido de prefeitos como pedágio para liberação de recursos para atender a educação de crianças e adolescentes.
No “Kit Corrupção’ dos pastores do MEC, segundo reportagens divulgadas recentemente, havia a possibilidade de 4 tipos de propina: em barras de ouro, em dinheiro vivo, em impressão e compra de bíblias e até em apoio político de candidatos.
O “Kit Corrupção’ foi revelado com a denúncia dos prefeitos. O prefeito de Bonfinópolis (GO), Professor Kelton Pinheiro (Cidadania), disse que o pastor Arilton Moura (pastor ligado a Milton Ribeiro) cobrou dinheiro vivo, R$ 15 mil pela liberação de verbas do MEC para a cidade, mas ao oferecer o ‘serviço’ a ele disse que daria um desconto de 50% no valor da propina.
Em gravação também foi revelada havia a opção do ‘Kit Corrupção’ com bíblias: “Se você quiser contribuir com a minha igreja, que eu estou construindo, faz uma oferta para mim, uma oferta para a igreja. Você vai comprar mil bíblias, no valor de R$ 50, e você vai distribuir essas bíblias lá na sua cidade. Esse recurso eu quero usar para a construção da igreja”, disse o pastor Arilton, segundo o prefeito.
Outro prefeito, este do Maranhão, já havia denunciado. Gilberto Braga (PSDB), prefeito de Luis Domingues, acusou Arilton de cobrar R$ 15 mil e um quilo de ouro para atender as demandas da cidade no Ministério da Educação.
Na reportagem do JN, uma mulher chamada Nely Carneiro, que seria ligada ao pastor Arilton Moura, também fazia parte de um Ministério Paralelo (sem relação oficial e possivelmente montado para disseminar o Kit Corrupção) ofereceu ajudar na liberação de recursos do Ministério da Educação. Um prefeito mostrou mensagem de Nely pedindo apoio para um deputado (como propina) para liberar os recursos do MEC.
No período das eleições de 2018, Bolsonaro inventou que havia um ‘kit Gay’ na educação, era fantasia e nunca existiu, mas agora o ‘Kit Corrupção’ é real e tem até áudio.
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