.Por Marcelo Mattos.
Nada além do fronte, mais nada faz sentido diante das 254 mil mortes veladas, em progressão geométrica em “v”, trazidas à luz da santa insanidade pátria desterrada.
Nada, absolutamente nada, nos resta a lamentar, quer pelas vítimas passadas e presentes, quer pelos discursos-perdigotos, pelo insanável, simples e cálido desejo de matar (o próximo, o inimigo pródigo, o filho desta desvalida “mãe gentil”); matar, preferencialmente, o mais rápido e urgentemente possível pela oficialidade de plantão.
Por ora, matar é que mais importa, matar é a única coisa que nos prostra resistindo na mesma cruz, imersos na mesma nau etérea, nos mesmos becos e vielas, nos leitos enternecidos ainda existentes, intubados, inertes e sem oxigênio.
A ode à morte ainda ressoa (até quando?) nos desmandos pelo desuso das máscaras, pela aglomeração atormentada, na dor intramuscular, na ausência ardilosamente logística de vacinas, pela liberdade meticulosa ao ódio, a mediocridade nefasta, negacionista e genocida dos mandatários.
Valsemos à beira das covas rasas, sob os olivais de túmulos sem nomes, sejamos os varões de galas e insígnias, morramos todos abraçados às ninfas esfarrapadas e mortuárias, no mais arlequinal, cloroquinal festim da morte premeditada, preventiva…
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