Não é só Bolsonaro, conselhos e associações médicas também são cúmplices das 180 mil mortes

.Por Susiana Drapeau.

Os conselhos regionais e federal de medicina, assim como as associações médicas, têm também sua grande parcela de culpa diante da tragédia da Covid-19 no Brasil. Um país que já atingiu 180 mil mortos e não tem se quer um plano de vacinação contra a doença.

(foto tony winston – ms – div – fp)

Não basta culpar Bolsonaro por sua incapacidade e incompetência. Parte da sociedade brasileira o elegeu e o sustenta na Presidência da República.

Uma das sustentações do governo Bolsonaro é a inação ou mesmo a concordância de conselhos de medicina e associações médicas. Com medo do “comunismo petista” e dos “agentes infiltrados cubanos” (kkkk, olha o nível!), essas instituições permitiram a morte de 180 mil brasileiros e vêm mais mortes por aí.

https://cartacampinas.com.br/2020/03/como-as-seitas-religiosas-fraudam-de-forma-sofisticada-a-democracia-no-brasil/

Ruy Castro, em artigo na Folha de S.Paulo, sonhou com o despertar dos representantes médicos, mas é apenas um sonho. Os únicos médicos que se importam com a tragédia são os que estão na frente da batalha. Não nos gabinetes. Castro diz que, pela formação, os médicos deveriam saber que “elegeram um demente”. Mas após um ano de tragédia, eles não perceberam nem isso.

A elite dirigente médica não moveu uma palha para as 180 mil mortes e nem para as 100 mil idiotices ditas por Bolsonaro desde o início da pandemia. Também não se indignou com a morte de dezenas de médicos e profissionais de saúde no enfrentamento da Covid-19. Assim como não se indigna há anos com o charlatanismo de “curas milagrosas” de pastores evangélicos na televisão.

Mas a Covid-19 também levou o cirurgião Ricardo Cruz, do Hospital Samariano, do Rio de Janeiro, onde está o maior poder político dos milicianos que chegaram Planalto Central.

Reconhecido como um grande profissional, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro soltou uma nota forte contra a tragédia brasileira. Na nota falou em ‘miopia criminosa’ e ‘política homicida’.

É um começo, mas talvez tenha sido tarde de mais. Os médicos poderiam ter evitado a morte do cirurgião Ricardo Cruz se não estivessem também diante de uma miopia política e imensa falta de sensibilidade com o resto da população.

Olha vídeo abaixo a situação do Brasil. Os Conselhos de Medicina não fazem nada e o Ministério Público também não:

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