.Por Marcela Moreira.
Nos últimos dez anos, cerca 50 mil leitos do SUS foram fechados no país pela falta de recursos. Só a Emenda Constitucional 95 tirou R$ 20 BILHÕES do SUS nos últimos 2 anos. A Reforma Trabalhista tirou direitos dos trabalhadores.
A Reforma da Previdência acabou com nossa aposentadoria.
Temer, Bolsonaro, Paulo Guedes não lembraram que os mais afetados seriam os informais, os trabalhadores de aplicativos, a balconista, o padeiro, enfim, os invisíveis, que eles querem que continuem trabalhando, que continuem andando como sardinha no transporte público, enquanto eles viajam de jatinho particular e podem ficar em quarentena.
Agora, todo mundo lembra deles, fala em nome deles. Grita pelo “direito” deles. Hipócritas. Porque esses trabalhadores continuam invisíveis, sem voz, sem vez, sem querer.
Os que eu conheço, já perguntei: aceita ficar em casa, em segurança, durante a quarentena, com o aluguel, a conta de água e luz suspensas? Aceita a renda básica cidadã? As respostas foram retumbantes “SIM”!
Queremos um Estado forte e que tenha como prioridade o cuidado com a vida do nosso povo.
É desesperador ver no poder um genocida que está brincando com nossas vidas. Para atiçar sua matilha, fala em luta entre esquerda e direita. Existe uma luta e ela é entre o obscurantismo e a Ciência. A luta é entre pessoas razoáveis, que querem um futuro para nosso país, contra fanáticos que só acreditam em delírios e dogma. Isso terá como conseqüência, milhares de mortos, além da quebra da economia.
Eu não vou me cansar de dizer: para falidos e desempregados há solução, para falecidos não!
É preciso muita resiliência. É preciso buscar força de onde não sabemos que temos. É preciso muita oração, muita firmeza. É preciso estar juntos na crença que um dia construiremos e conquistaremos um mundo com novas mulheres e homens, onde a vida valerá mais do que o lucro.
Vou dormir arrasada lendo sobre enterros rápidos, sem velórios, sem o último adeus, no cemitério da capital.
Mas amanhã é outro dia e, como diria o poeta: a vida quer da gente é coragem.
Não podemos deixar que nos roubem a esperança.
Precisamos ficar em casa.
Marcela Moreira é professora de sociologia, agente de desenvolvimento local, coordenadora Instituto Sociocultural Voz Ativa e presidenta do PSOL/Campinas.
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