.Por Eduardo de Paula Barreto.
Os ignorantes e as corporações
Pavimentaram os descaminhos
Conclamando as multidões
Para construírem um ninho
E nele botaram um ovo
Que logo ficou choco
Sob os glúteos paranoicos
Que o mantiveram quente
Até surgir a serpente
Com veneno ideológico.
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A serpente já nasceu adulta
Cuspindo seus letais venenos
Ferindo as pernas da República
E revivendo antigos pesadelos
Protagonizados por ditadores
Homicidas e torturadores
Que saciavam a sua vileza
Com a morte lenta e dolorosa
Como toda serpente venenosa
Que aprecia a morte da presa.
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Animal que se arrasta
Deixando rastro de destruição
E devora até os democratas
Que não apoiaram sua eclosão
E diante de tanta torpeza
O gigante amassa sua cabeça
Tentando reparar o engano
E o mata sem escrúpulos
Esperando que seu substituto
Seja menos desumano.
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27/02/2020
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