Mulheres de Campinas, cidade com alta taxa de feminicídio, convocam por ato em frente à Catedral

As organizações de mulheres de Campinas estão convocando a população para um ato no próximo dia 25 de novembro, Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres, às 18h, com concentração a partir das 16h, na Praça José Bonifácio, em frente à Catedral Metropolitana, região central da cidade.

(foto Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres foi instituído em 1999 pelas Nações Unidas para denunciar a gravidade desses crimes.

Campinas é uma cidade com alta taxa de feminicídios do Estado, ficando acima da média. Por causa dessa situação, as organizações de mulheres da cidade estão lançando uma campanha para que o poder público desenvolva um conjunto de ações de conscientização e prevenção à violência previstas na Lei 10.941/01.

A organização do movimento de mulheres também está lançando um manifesto para denunciar a situação.

“Os levantamentos recentes também trazem dados alarmantes para nossa cidade: até junho de 2019, a região de Campinas havia registrado 53 feminicídios – homicídios cometidos simplesmente pelo fato da vítima ser mulher. Sabemos que, infelizmente, esse número já subiu de lá para cá. Como se não bastasse, pesquisa inédita feita pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp mostrou que a taxa média de mortes de mulheres por feminicídio em Campinas é maior do que a média do estado de São Paulo. Enquanto a média no estado é de 2,4 mortes a cada 100 mil habitantes, em Campinas esse número sobe para 3,18 casos de feminicídios a cada 100 mil habitantes”, anotam no manifesto.

Elas também lembram que enquanto outros crimes estão diminuindo a violência contra a mulher tem aumentado, desde as últimas eleições presidenciais.

“Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, os índices de violência contra a mulher só aumentaram. Isso é porque Bolsonaro sucateia serviços de atendimento, dissemina preconceitos e desinformação e nos trata como objetos. Bolsonaro incentiva a violência contra a mulher, naturalizando-a e fazendo com que os homens se sintam mais confortáveis em nos violentar. Bolsonaro corta recursos do combate à violência ao invés de aplicar recursos em políticas públicas focadas na prevenção e no atendimento das mulheres em situação de violência, mesmo diante de todos esses dados alarmantes”, anotam.

Veja manifesto completo:

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