Dallagnol fez o que fez porque não tinha só Sérgio Moro, ex-juiz de primeira instância, como chefe dando ordens e orientações para a Lava Jato de Curitiba. Novo vazamento, publicado na manhã desta quarta-feira, 25, por Reinaldo Azevedo (UOL) e Leandro Demori (Intercept Brasil) mostra que, em diversas ocasiões, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi “um chefe, guia, tutor, um pai doce e dedicado, pronto a cuidar do jovem ousado” chamado Deltan Dallagnol.
A relação promíscua entre juiz e procurador do Ministério Público não aconteceu apenas na primeira instância de Curitiba. Os jornalistas revelam a atuação de Barroso, juiz da mais alta corte do país, dando orientações ao procurador.
Veja trecho da reportagem:
A proximidade parece ter se estabelecido numa viagem que os dois fizeram a Oxford, com direito a passeio pelas ruas, como dois “flaneurs” a refletir em terras ignotas sobre o estado de direito em sua colônia de origem, mas com o distanciamento que lhes propiciava a ambiência estrangeira.
As conversas de Dallagnol com seus pares evidenciam que o acesso a Barroso é privilégio apenas seu. Foi ele que selou essa amizade inquebrantável, que galopa, como disse o poeta, por cima de qualquer fosso de funções. O procurador de primeira instância tem no ministro da corte constitucional brasileira o seu pai espiritual.
…. Dallagnol apela ao conselheiro sênior. Impetuoso, há diálogos em que o procurador de primeira instância também se atreve a aconselhar o tutor. Barroso parece admirar tal impetuosidade.
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