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Pesquisa testa produção de nanocristais de celulose que gera material tão duro quando o aço

Pesquisadores brasileiros começam a testar a produção de nanocristais de celulose (CNC) em escala industrial. A partir da manipulação de macromoléculas, os cientistas criaram a base para desenvolver esse material retirado do algodão e de eucalipto. Agora, eles pretendem escalonar a produção e acelerar o processo de obtenção de modo economicamente viável.

(foto marina deliperi – embrapa)

200 mil vezes menor do que um grão de arroz, os nanocristais de celulose são provenientes de fontes renováveis e sustentáveis. “A importância de extrair nanocristais de celulose é obter um material muito resistente da natureza, que apresenta rigidez da ordem de grandeza do aço e ainda permitir a sua adição em outros materiais, mudando suas propriedades mecânicas”, esclarece o pesquisador da Embrapa José Manoel Marconcini.

O uso de nanocristais de celulose tem despertado o interesse de diversos países. Canadá, Finlândia e Estados Unidos têm investido pesadamente na área. O novo produto pode substituir matérias-primas atuais e servir de base para a elaboração de novos produtos.

As estimativas indicam que o preço dos cristais de nanocelulose poderá ser mais de 20 vezes que o da celulose. A consultoria norte-americana Market Research Store calcula que o mercado de nanocelulose foi de US$ 65 milhões em 2015. A empresa avalia que esse valor subirá para US$ 530 milhões em 2021, um aumento de 30% ao ano.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de celulose. Com investimentos científicos na área, a nanocelulose é uma grande oportunidade de agregação de valor à commoditie e de geração novos negócios para o País.

Pesquisas da Embrapa trabalha na obtenção desse produto desde 2007, demonstram que eles podem ser extraídos a partir de fibras lignocelulósicas de bagaço de cana, cascas de coco e de arroz, algodão, eucalipto, entre outras, e até de resíduos como madeira de reflorestamento descartada pela indústria.

Ainda existem grandes desafios para sua adoção mais ampla: alto custo, baixa produtividade, longo tempo de produção e ainda pouco material disponível no mercado.

Diante do potencial, a startup Bio Nano aliou seus conhecimentos à infraestrutura do Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), da Embrapa Instrumentação, para extrair nanocristais de celulose em escala-piloto. (Com informações de divulgação / Joana Silva)

Carta Campinas

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