O procurador Deltan M. Dallagnol fala durante seminário da EMERJ, no Tribunal de Justiça, no centro do Rio.
O Brasil é um país que depende quase que totalmente das universidades públicas para se desenvolver e trazer benefícios para a população. No Whatsaap andam espalhando fake news de que a universidade pública brasileira não faz pesquisa. Mas a verdade é uma só: as universidades públicas, federais e estaduais, são as grandes produtoras de ciência e tecnologia no Brasil.
Num ranking das 50 instituições brasileiras que mais produziram trabalhos científicos nos últimos cinco anos, 43 são universidades públicas, e apenas uma é universidade privada.
As top 10 da lista são todas públicas, e apenas uma não é universidade: a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
A Embrapa, criada em 1972, é uma empresa pública que não visa exclusivamente o lucro, mas o desenvolvimento de tecnologias que são utilizadas pelo agronegócio. A Embrapa possui inúmeras parcerias com universidades públicas para desenvolver tecnologias e conhecimento para o produtor rural. E isso explica o sucesso tecnológico da agricultura e da pecuária brasileira. Há também universidades e empresas privadas do Brasil que produzem pesquisa científica de qualidade, mas são raras.
No fim das contas, mais de 90% da produção científica nacional vem das universidades públicas, feita por professores e alunos de pós-graduação.
Em 2018, a Unicamp conseguiu a aprovação de 71 patentes. A produção científica de cada docente foi de 2,4 artigos no ano, em revistas pertencentes à base de dados Web of Science. Em 1989, a média era de apenas um artigo. Na base de dados Scopus, o crescimento da produção foi ainda maior: saltou de 0,23 em 1989 para 2,7 em 2017. A Unicamp tem cerca de 17 mil alunos fazendo pesquisas na pós-graduação.
Só a USP, por exemplo, tem mais de 2 mil pesquisadores e 8,5 mil alunos de pós-doutorado dedicados à pesquisa científica,com participação em mais de 20% de todos os trabalhos produzidos no País. Ou seja: sem as universidades públicas, praticamente não existiria ciência no Brasil. (Carta Campinas/Unicamp/Jornal da USP)
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