Ícone do site Wordpress Site

Bolsonaro exclui médicos, educadores, juristas e psicólogos do conselho de combate às drogas

O presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participam da Celebração Internacional 2019 "Conquistando pelos Olhos da Fé", na Igreja Sara Nossa Terra.

O professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Edson Knippel, afirmou que o governo Bolsonaro estabeleceu um retrocesso temerário na política de combate às drogas com o decreto publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22).

(foto josé cruz – ag brasil)

O decreto traz nova composição ao Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD) e retira vagas destinadas a especialistas e membros da sociedade civil. Entre as categorias que deixam de compor o grupo estão médicos, juristas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e até educadores.

Para Knippel, trata-se de uma ação temerária, uma vez que uma função importante do conselho é o estabelecimento de uma política pública eficaz de prevenção às drogas. “Todas essas especialidades citadas, além da participação de estudantes, tinham o objetivo de ampliar o diálogo, de forma representativa, com uma contribuição interdisciplinar”, afirma.

Lamentando a decisão, Knippel, entoa que a medida deverá ocasionar uma política repressiva e não preventiva. “É um nítido retrocesso, pois essa participação era fundamental para uma atuação democrática, inclusiva”, enfatiza.

Segundo ele, desde 2006, a política já é repressiva, com mais prisões, com impacto muito grande, principalmente na prisão de mulheres.O conselho tem entre suas funções aprovar o plano nacional de políticas sobre o tema. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Sair da versão mobile