Mestre Lumumba
Um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP comprova a importância da formulação adequada dos compostos usados na escova progressiva. A pesquisa revela que produtos mais ácidos tem maior durabilidade, porém, seus efeitos para a fibra capilar são também mais graves. Isso porque, para chegar à aparência desejada, a estrutura interna do fio é danificada.
A farmacêutica Alessandra Mari Goshiyama pesquisou o tema na dissertação de mestrado Avaliação das propriedades das fibras capilares tratadas com alisante ácido com diferentes valores de pH. Ela conta que um dos objetivos era descobrir se os alisantes de pH 1, muito ácidos, causavam danos mais severos à fibra capilar em comparação aos produtos de alisamento capilar de pH 2.
Ela diz que as fórmulas mais ácidas garantem maior brilho e alisamento pois selam mais as cutículas, estruturas externas do fio de cabelo. Porém, o dano é maior.
A modificação da estrutura interna é disfarçada pela formação de um filme em torno do fio, responsável pelo brilho que a escova dá ao cabelo. Mas o mesmo filme propicia o ressecamento e a quebra do fio.
No teste de penteabilidade, em que mechas padronizadas passaram por um pente com diferentes resistências, as mechas tratadas com produtos mais agressivos realmente eram mais lisas.
Mas, em outro teste de resistência do fio, a pesquisadora percebeu que essas amostras se tornaram mais fracas e suscetíveis à quebra, pois perderam sua elasticidade natural. “O produto forma compostos não ideais no cabelo e modifica a alfa-queratina, aminoácido essencial da fibra capilar.”
Em outras avaliações, a pesquisadora constatou que até o córtex – a estrutura mais interna da fibra capilar – sofreu modificação. Como o fio é encapado, esses danos se tornam quase irreversíveis, porque os tratamentos não atingem seu interior.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em processo para atualizar a regulamentação que determina o pH mínimo e as fórmulas permitidos.
Hoje, a Anvisa proíbe a comercialização de químicos com pH 1, mas há pressão por parte da indústria para sua liberação.
Uma das justificativas dos fabricantes é que produtos com menor nível de acidez não atingem um alisamento satisfatório. Mas o estudo prova que, embora o produto de pH1 alise mais, a diferença visual entre eles não é tão significativa para que químicos mais fortes sejam liberados. (Yasmin Oliveira, do Jornal da USP)
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