.Por Eduardo de Paula Barreto.
Ao velho espelho que é testemunha
Das minhas mortes e renascimentos
Quando miúdo eu sempre propunha
Que apressasse o lento tempo
Mas ao descobrir que a vida
É longa jornada só de ida
Fiz dele um trampolim
Para ir além da fisionomia
Que há tantos anos ele refletia
Foi quando mergulhei em mim.
.
Nas noites ele dizia: ‘Adeus’
E nas manhãs: ‘Seja bem-vindo’
E ao acordar vi que eu não era o eu
Que na noite havia dormido
E ao abrir a minha janela
Passou alguém bem perto dela
Que ao ver-me sorriu contente
E indagou-me com insegurança:
Você é aquela criança?
Nossa como está diferente!
.
Aos olhos do curioso amigo
Eu era outra pessoa agora
Diferente em todos os sentidos
Mudado por dentro e por fora
Nos surpreendemos mutuamente
E ao nos olharmos profundamente
Sorrimos lágrimas em abundância
E não ousamos nos julgar
Porque a nossa maneira de enxergar
Também tinha passado por mudanças.
.
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