.Por Eduardo de Paula Barreto.
Surgem levianas palavras
E olhares convincentes
Da pessoa que é admirada
Por multidões de inocentes
Que veem no que escutam
A salvação que buscam
Para a sociedade decadente.
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Creem que agora terá fim
A corrupção na política
E que a população enfim
Terá segurança jurídica
Para exercer seus direitos
E tirar todo o proveito
Da liberdade de crítica.
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Mas basta que o orador
O poder maior adquira
Para que tudo o que falou
Revele-se como mentira
E cada membro da multidão
Se cobrindo de decepção
Discretamente se retira.
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Na escuridão do quarto
Chora por ter sido traído
E retira da parede o retrato
De quem chamou de mito
E isso alegra os fardados
Que sem tiros disparados
Recuperam o poder perdido.
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E o povo se curva às botas
De uma espécie de ditador
Que só aceita como resposta:
Sim senhor, sim senhor!
E que faz o que bem entende
Porque virou Presidente
Só porque o Coaf ajudou.
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Assim segue o Brasil
Vitimado pelas artimanhas
Que fazem de quem se iludiu
Massa de espúrias barganhas
E fica claro para toda a Nação
Que o combate à corrupção
Foi só estratégia de campanha.
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