.Por Eduardo de Paula Barreto.
Sou um poeta branco
De consciência negra
Porque os negros prantos
Também regam minhas letras
E porque o sal do meu suor
Tem a mesma cor
Do sal que escorre
Sobre a pele escura
Que como a minha sua
Que como a minha morre.
.
Sou um poeta heterossexual
De consciência feminina
Porque com parto normal
Dou vida às minhas rimas
Sinto os socos da agressão
A dor da submissão
E do menosprezo
E por ser feito objeto
Do prazer abjeto
Do amor sem beijo.
.
Sou um poeta remediado
De consciência pobre
Porque a dor dos necessitados
Invade as tristes estrofes
Que formam a poesia
Em que a empatia
É a principal fonte
Sou preto, pobre e mulher
E serei sempre o que quiser
Para ser melhor do que antes.
.
(foto reprodução instagram) A música negra brasileira e a valorização da ancestralidade ganham destaque no…
(ricardo lima - divulgação) O Movimento Educação Sempre (MES) realiza, entre os dias 8 e…
(foto telma martins - divulgação) O Teatro Castro Mendes recebe no próximo dia 14 de…
(foto fernando frazão - ag brasil) A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização:…
(imagem cibelle gaidus - divulgação reprodução) Primeiro trabalho solo do multiartista, compositor e produtor cultural…
(imagem reprodução) Exibição acontece no dia 9 de junho e destaca as brincadeiras tradicionais como…