.Por Eduardo de Paula Barreto.
Sou um poeta branco
De consciência negra
Porque os negros prantos
Também regam minhas letras
E porque o sal do meu suor
Tem a mesma cor
Do sal que escorre
Sobre a pele escura
Que como a minha sua
Que como a minha morre.
.
Sou um poeta heterossexual
De consciência feminina
Porque com parto normal
Dou vida às minhas rimas
Sinto os socos da agressão
A dor da submissão
E do menosprezo
E por ser feito objeto
Do prazer abjeto
Do amor sem beijo.
.
Sou um poeta remediado
De consciência pobre
Porque a dor dos necessitados
Invade as tristes estrofes
Que formam a poesia
Em que a empatia
É a principal fonte
Sou preto, pobre e mulher
E serei sempre o que quiser
Para ser melhor do que antes.
.
(imagem reprodução) A convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) oficializou neste…
(foto fernando frazão - ag brasil) O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou neste sábado…
(imagem divulgação) O Cineclube da ADunicamp realiza, na próxima quarta-feira, 29 de julho, nova edição…
(imagem reprodução wikipedia) Para subjugar politicamente e explorar os recursos do Brasil como uma colônia…
(imagem reprodução) Imagina usar a produção de um filme para disfarçar uma grande lavagem de…
(foto alessia pelistri - divulgação) A banda carioca Oruã se apresenta no Lola Bar, em…