Quando a pessoa descobre na ação voluntária uma atividade que lhe dá prazer…

Feliz aquele que se descobre

.Por Roberto Ravagnani

Delicia quando começamos a fazer uma atividade que nos de prazer e onde podemos aprender e ter recompensas com esta ação. Isso vale para esportes ou atividades físicas, leitura, estudo, dieta e por que não um trabalho voluntário.

(foto alfcermed cc)

Fico feliz quando uma pessoa descobre uma atividade voluntária que lhe dá prazer e que lhe completa e o melhor pode com esta atividade aprender e ajudar ao mesmo tempo.

O começo de nossa conversa com aspirantes, ou simplesmente pessoas que estão ouvindo ou lendo sobre o trabalho voluntário é sempre dizer que as pessoas tem que descobrir uma atividade que faça seus olhos brilharem e que depois de conhecer tenha a ver com você, com seu estilo de vida e com a adequação ao tempo que poderá destinar ao trabalho.

Após isso feito, você terá que se descobrir, pois certamente você será uma pessoa diferente depois de começar o trabalho voluntário, você, se estiver disposto a isto, fará grandes descobertas de suas potencialidades, fará coisas antes talvez nunca imaginada por você, aprenderá muito se aberto assim estiver, portanto trata-se de um processo de redescobrimento do seu novo eu.

As habilidades aprendidas ou descobertas, as amizades propostas, a mudança de visão sobre os “problemas” da nossa vida, tudo isso fará parte desta redescoberta.

Portanto feliz aquele que se descobre e tem o trabalho voluntário como uma ferramenta para isso, diria feliz duplamente, pois além de sua descoberta, sua ação poderá fazer o bem para muitos.

Poderia encerrar aqui nossa conversa, mas hoje é importante, pois as pessoas estão mais ativas, mais ligadas no mundo, mais conectadas, deixar claro que todos queremos mais do que isso. O descobrir-se é quase que uma necessidade para todos, o que te faz feliz, o que faz triste, o que te motiva, o que te desgasta, perguntas que estão na mente de todos independente de formação e profissão, portanto o voluntariado pode ser “vendido” como uma ferramenta de descoberta pessoal e de ressignificação de uma parcela, no mínimo, de sua vida.

Quantos não se descobriram por conta desta ferramenta tão potente. Eu, diretor operacional de uma empresa, de repente, e foi assim mesmo de repente, me vi voluntário como palhaço hospitalar, para um publico nunca dantes navegado, adultos, e lá estava eu, indo a um depois outro, depois o Brasil, a américa do sul, do Norte, mundo falando e praticando voluntariado.

Portanto descubra-se e use esta ferramenta para isso, não se perturbe, o trabalho voluntario é grande, ansioso e benevolente com todos. Venha e faça muita gente feliz.

Roberto Ravagnani é jornalista e consultor.

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