.Por Eduardo de Paula Barreto.
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Às vezes vemos o barco
Indo em direção ao abismo
E alertamos em alto brado
Que içar velas é preciso
Com todas as mãos unidas
Antes que à deriva
Todos naufraguemos
E cheguemos à conclusão
De que a culpa da destruição
Está no tempo que perdemos.
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Os demônios comemoram
A tempestade que a visão ofusca
E enquanto os passageiros choram
Ressurge a carranca de Ustra
Que da proa do grande navio
Solta os urros mais sombrios
Jurando mentiras e bravatas
E ordenando ao capitão subalterno
Que o azul, verde, branco e o amarelo
Devem dar lugar à bandeira pirata.
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Não aceitemos como timoneiro
Alguém que não sabe navegar
Porque o mar pune embusteiros
Fazendo o navio naufragar
E não adianta ficarmos torcendo
Para que ele acabe aprendendo
O ofício durante a navegação
Se a bordo não houver apto marujo
Talvez devamos pescar um molusco
Porque moluscos entendem de timão.
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19/11/2018.
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