.Por Eduardo de Paula Barreto.
.
Às vezes vemos o barco
Indo em direção ao abismo
E alertamos em alto brado
Que içar velas é preciso
Com todas as mãos unidas
Antes que à deriva
Todos naufraguemos
E cheguemos à conclusão
De que a culpa da destruição
Está no tempo que perdemos.
.
Os demônios comemoram
A tempestade que a visão ofusca
E enquanto os passageiros choram
Ressurge a carranca de Ustra
Que da proa do grande navio
Solta os urros mais sombrios
Jurando mentiras e bravatas
E ordenando ao capitão subalterno
Que o azul, verde, branco e o amarelo
Devem dar lugar à bandeira pirata.
.
Não aceitemos como timoneiro
Alguém que não sabe navegar
Porque o mar pune embusteiros
Fazendo o navio naufragar
E não adianta ficarmos torcendo
Para que ele acabe aprendendo
O ofício durante a navegação
Se a bordo não houver apto marujo
Talvez devamos pescar um molusco
Porque moluscos entendem de timão.
.
19/11/2018.
.
(fotos roque de sá e marcos oliveira - ag senado) Em 2019, após iniciar o…
(foto reprodução) O espetáculo “Contra a Parede”, da Cia ParaladosanjoS, chega a Campinas nesta segunda-feira,…
Neste domingo, 26 de abril, a Sala dos Toninhos, na Estação Cultura, recebe o tradicional…
(fotos ricardo stuckert pr e vinicius loures cam dos deptuados) As recentes pesquisas mostram dois…
(foto adriana villar) As mulheres voltam a sair às ruas em todo o Brasil neste…
(foto divulgação) A obra de João Donato ganha nova leitura no show “Donato em 1…