Ele tornou público, nesta segunda-feira (1°/10), o acordo de delação polêmica firmado entre o ex-ministro petista Antonio Palocci e a Polícia Federal.
O levantamento do sigilo se dá a uma semana das eleições presidenciais, que têm o primeiro turno no domingo, dia 7. Moro tenta conseguir o mesmo êxito que obteve quando divulgou ilegalmente o grampo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ajudando a produzir o impeachment sem crime de responsabilidade.
A delação polêmica de Palocci foi recursada pelo Ministério Público Federal. Um dos principais procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima (o outro é Deltan Dallagnol), agora admite: a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como “delação do fim do mundo”, que seria capaz de “destruir o PT”, era um blefe. Na entrevista, concedida à Folha de S.Paulo, ele reconhece que há uma guerra entre o Ministério Público e a Polícia Federal pelo controle da Lava Jato.
“Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras. O instituto é o problema? Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”, relatou Santos Lima.
Como indenização, Palocci se comprometeu a pagar, por danos penais, cíveis, fiscais e administrativos, o valor de R$ 37,5 milhões. Pelos termos do acordo, o ex-petista terá redução de pena de prisão em até dois terços. Além disso, o ex-ministro poderá conseguir novos benefícios caso amplie a colaboração acertada. (Com informações do 247 e e Conjur)
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