No discurso do candidato Bolsonaro só bandidos são mortos, mas a realidade é bem diferente. Somente no ano passado, 367 famílias ficaram de luto pela morte de um policial. Isso sem contar a morte de crianças e inocentes, o que é inevitável em confrontos em área urbana.
Sem enfrentar as desigualdades sociais do país, esse confronto entre policiais e criminosos tende a continuar crescendo. Dar liberdade para que policiais se transformem em assassinos gera, como efeito colateral inevitável, mais mortes dos próprios policiais.
Os dados fazem parte do 12º Anuário de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (9), em São Paulo, durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O método de apostar exclusivamente na polícia para combater o crime e cortar investimentos em saúde e educação, piorou a situação do país.
Mesmo com o aumento de 20% do número de pessoas mortas em ações policiais, um total de 5.144 casos em 2017, a criminalidade continuou crescendo. De acordo com o levantamento, o número de homicídios dolosos cresceu 2,1%, ao atingir os 55.900. As lesões corporais seguidas de morte totalizaram 955, com crescimento de 12,3%. Já os latrocínios caíram 8,2% e foram 2.460. (Carta Campinas e Agência Brasil)
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