.Por Iolanda Toshie Ide.
O empenho de alguns órgãos de saúde, a mobilização popular e de entidades de defesa do meio ambiente, lograram normas sanitárias importantes. No entanto, em 2016, levantamento de pesquisadores revelou quadro nada animador. O esgoto não tratado ainda é muito comum (presença de cafeína), mas o pior é que foi detectada a presença do herbicida atrazina em 75% das amostras coletadas: “a atrazina pode ser um disruptor endócrino, interferindo nas funções reprodutiva, neural e de imunidade.”
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo: 400 mil toneladas ao ano, inclusive 4 que são proibidos na Europa. A médica Raquel Rigoto, professora da Universidade Federal do Ceará, constatou resíduos de agrotóxicos em amostras de leite materno e em fontes de água a 100 metros de profundidade.
Segundo dossiê da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), 64% dos alimentos produzidos exibem contaminação por agrotóxico. O PL 3200/2015, do Deputado Federal Luis Antonio Franciscatto Covatti (PP-RS), e que é repudiado até pelo Ministério Público Federal, substitui a nomenclatura agrotóxico por “fitossanitário. Além disso, acoplou mais 17 projetos que permitem o uso de agrotóxicos.
Nívia Regina, da direção do MST, denuncia: o pacote do veneno “permite a venda de agrotóxicos sem receita agronômica, em casos excepcionais a serem definidos na regulamentação da lei, altera o procedimento para registro de agrotóxicos equivalentes e genéricos, deixa de exigir estudos toxicológicos, agronômicos e ambientais.”
Legislação vigente determina que fornecedores de água, privados ou não, devem testar a presença de 27 agrotóxicos, a cada seis meses. No entanto, 67% dos municípios não envia nenhuma informação à União, apenas 18% dos municípios enviam relatórios completos. 15% revelam presença, acima do limite, de algum desses agrotóxicos.
Sabe-se que as águas da chuva, penetram na terra, podem levar agrotóxicos para os rios e fontes de água, o que explica a presença de resíduos tóxicos em aquíferos. Não sem razão, como parte do Dia Internacional de Luta das Mulheres, centenas delas se manifestaram pelo direito à água sadia denunciando manobras de defensores do uso de agrotóxicos. Alertaram para a aprovação, no dia 10 de janeiro de 2017, pelo Ministro da Agricultura (Mapa), do ilegítimo desgoverno golpista, o ruralista Blairo Maggi, do registro de 277 novos agrotóxicos, sendo 161 deles, chamados ‘genéricos’.
Água é um direito, mas que água tomamos?
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