Atibaia, no interior de São Paulo, já tem três mortes por febre amarela em 2018

A cidade de Atibaia, a 65 km de Campinas, já tem três mortes por febre amarela foram confirmadas neste início de ano. Com isso, já são seis os óbitos confirmados para febre amarela silvestre neste início do ano em todo o estado de São Paulo.

A prefeitura de Atibaia informou que, no ano passado, 95.341 pessoas foram vacinadas na cidade. A Secretaria de Saúde do município continua alertando as pessoas que ainda não se vacinaram para que procurem as unidades de saúde e busquem a imunização. A meta da prefeitura é vacinar 100% da população.

“Com a ocorrência de macacos positivos, foram realizadas medidas intensivas para alcançar, em curto espaço de tempo, a melhor cobertura vacinal possível, razão pela qual foi ampliado o horário de atendimento em algumas unidades de saúde, realizadas ações de vacinação em feiras noturnas e eventos e campanhas em empresas, com grande número de funcionários. Um total de 95.341 mil pessoas foram vacinadas ao longo de 2017. Desde 2007, já são 104.032 mil imunizados, ou 75,17% da população de Atibaia”, disse a prefeitura.

Segundo a Secretaria de Saúde de Atibaia, as mortes e a ocorrência da doença em macacos confirmam que o vírus está em circulação. De acordo com a prefeitura, no começo de 2017, apenas municípios vizinhos a Atibaia registraram morte de macacos, mas, em setembro, surgiram os primeiros primatas mortos nas matas da cidade: 37 com morte confirmada por febre amarela. “Os primatas atuam como bioindicadores, possibilitando a identificação de áreas de risco de contaminação pela doença – que se dá pela picada do mosquito Haemagogus e Sabethes (transmissor) em macacos e em humanos”, explicou a prefeitura.

Na febre amarela silvestre, os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem nas matas, transmitem o vírus, e os macacos são os principais hospedeiros. Esses mosquitos picam o macaco contaminado e transmitem o vírus a uma pessoa suscetível, que não foi vacinada e que adentra uma área silvestre. Já a febre amarela urbana, que não existe no país desde 1942, é transmitida quando o mosquito urbano, o Aedes aegypti, pica uma pessoa doente e depois outra pessoa suscetível, transmitindo a doença.

A prefeitura de Atibaia informou que vai intensificar a vacinação na cidade, principalmente em áreas próximas a matas e com incidência positiva de macacos. E alertou as pessoas que têm hábito de circular em áreas de risco fazendo trilhas e acampamentos e frequentando cachoeiras, para que se vacinem contra a febre amarela e usem repelentes. (Agência Brasil; edição Carta Campinas)

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