Reforma trabalhista de Temer, evangélicos e PSDB legalizaram trabalho escravo e aviltante

.Por Fernando Brito.

O anúncio está aí, no jornal, bem nítido, incontestável.

Falta mostrar a conta da reforma trabalhista de Michel Temer.

Cinco horas, aos sábados e domingos – em geral, 9 dias por mês- a R$ 4,45 a hora, cinco horas por dia.

Salário mensal de R$ 200,25.

Menos de um quarto do salário mínimo que se ganha com 22,5 dias úteis do mês corrido.

R$ 184, líquidos, porque desconta previdência, um desconto que de nada vale se o empregado não tirar mais uns R$ 75, todo mês, para complementar a contribuição sobre o mínimo. Neste caso, sobram-lhe R$ 110, arredondando.

Mas quem disse que o patrão vai dar vale-transporte? É obrigatório, mas será, para o “trabalhador intermitente”?

Não sendo, tome aí uns sete reais pela passagem de ida e volta, nove dias: R$ 63

Sobram R$ 47.

Mas o patrão é bom e deu o vale, descontando os 6% de praxe. O que dá 12 reais, e sobram R$ 98

Se não der, fica menos menos de R$ 5 por dia, pois são nove dias. Se der, R$ 10,90 diários.

Para manter um escravo, na senzala, gasta-se mais.

Dá para comprar perto quatro litros de leite por dia trabalhado, para beber nos sete dias da semana.

Um litro por dia!

Viram como estes “vagabundos” vão “mamar” nas tetas do patrão?

Um litro por dia, para ele a mulher e os filhos, que devem ser dois ou três, porque eles só pensam em se reproduzir.

Mas sabe como é esse pessoal pobre, é capaz de roubar um hamburguer do Bobs, ou um espagueti do Spolleto.

Da escravidão, a única coisa que se aproveita é o chicote.

Não para o lombo do escravo, não. Mas para fazer o que Cristo fez com os fariseus.

Hoje, a Receita Federal confirmou.

Recordando: nas vagas de trabalhador “intermitente” oferecidas por um jornal de Vitória pagavam R$ 4,45 a hora, por cinco horas aos sábados e domingos, que somam, em geral, 9 dias por mês. Remuneração total, portanto, de R$ 200,25 mensais, salário bruto. Com os 8% da previdência, R$ 184, líquidos.

Para contar o tempo que está trabalhando como contribuição previdenciária, o pobre infeliz terá de recolher, por conta própria, 8% do que falta para completar o valor do salário mínimo. Então: R$ 937 menos R$ 200,25 dá R$ 58,94, que o cidadão terá de recolher mensalmente.

Como quem ganha R$ 184 líquidos irá pagar um carnê de R$ 59 todos mês? Não vai pagar, óbvio.

Não se aposentará por tempo de contribuição, só por idade, isso se conseguir contribuir por ao menos 15 anos, depois.

O aposentado por idade, com muito menos contribuição só não é um prejuízo para a Previdência se morrer logo.

É assim que dizem que vão sanear a previdência?

É assim que vão “gerar empregos”?

Não dá para chamar de outra coisa senão de canalha quem pretende este tipo de coisa em relação a um seu empregado ou a seus cidadãos. (Do Tijolaço)

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